Nota: Isto é uma obra de ficção, escrita puramente por divertimento. Não existe intenção alguma de violar qualquer direito de autor. Não recebi qualquer dinheiro por esta obra. ---------------------------------------------------------------- Baseado em: Battlestar Galactica Criado por: Glen A. Larson História por: Claudia Pereira Data: 22 de Fev. 2001 ---------------------------------------------------------------- Battlestar Galactica: Missão Incontrolável. ---- Parte 2 ---- - Ó Claudia! - chama o Apollo. - O que é? - Quando é que será que escreves uma nova fanfic, pá???!!! A Sandra está à espera!!! - Deves estar pensar que eu não tenho mais nada que fazer... - Pois agora vais mesmo escrever, é UMA ORDEM!!! - Tá bem, prontos... Não é preciso gritar... - E é já!!! - OK, OK!!! Já vai! Credo... Aquele equipamento deve ser mesmo apertado, bolas! A Galactica, para não variar, está sob ataque dos temíveis cylons. Os vipers estão por todo o sítio, a defender a frota contra os terríveis destruidores. - Lançar todos os esquadrões!!! - berra Apollo. A Rigel (ou o Rigel, conforme o caso...) olha para ele, muito espantada(o): - Mas... Os esquadrões já foram todos lançados, Comandante! - Ah! Está bem... Mas isso parece que não está a resultar. Eles devem ser uns mil. Onde é que está o Starbuck? - Ainda no turbo-banho. - respondeu a(o) Rigel. - Ainda?! - refilou logo ele - Estamos aqui no meio de uma batalha, em alerta total, e ele ainda não saíu do banho???!!! - Tem calma, pá! - soou a voz de Starbuck - Já aqui estou... - Bolas, tu levas um tempão a tomar banho! - Sabes que temos de aproveitar bem o dia, porque depois pode não sobrar muito dele... E um turbo bem quentinho, depois de um bom jogo de tríade, sabe que nem polpas! - Olha, vem cá ver isso. A situação aqui tá uma embrulhada do caraças. O Starbuck sobe para a ponte, charuto na boca, charme aos pontapés e um ganda sorriso: - Não é nada que não se resolva... - Como, não é nada que não se resolva??!!! Já olhaste bem lá para fora???!!! O rapaz das estrelas continuou a sorrir, puxando as calças para cima, como é costume (já repararam nesse tique especial dele...?): - Que tal deixares os intercomunicadores "acidentalmente" abertos e anunciares que vais conduzir a Galactica desse caos para fora...? O Apollo fica meio confuso: - O quê que tu queres dizer com isso? E porque raio havia agora de conduzir, numa situação dessas? E porque carga d'água havia de deixar os intercomunicadores "acidentalmente" abertos??? - Porque assim os cylons ouvem. E piram-se logo, que é para irem tirar as basestars do caminho. - Starbuck tira o charuto da boca - A Galactica fica meio vazia também.... mas o nosso pessoal depressa percebe que foi só uma ameaça. - Anh... És capaz de ter razão... Omega! - chama o Apollo. - Ssssiiimm? - o Omega lá aparece, com a ajuda duma bengala velhota, tão velhota como ele, duzentos e quarenta e nove anos de idade, estão a ver, joelhos tremeluzentes, a andar muita devagarinho, cabelos brancos quase inexistentes e desdentado (isso é, quase sem dentes de jeito...) - O capitão ssshamou...? - Sim, Omega. Liga lá o intercomunicador, que eu quero fazer uma comunicação à frota. E eu não sou capitão, sou comandante! - Ssssim, capitão. - Atenção a todos!!! Vamo-nos pirar todos daqui para fora. Os cylons andam armados em parvos e não querem arredar pé daqui. Portanto, preparem-se! Eu conduzo a Galactica... E de repente, silêncio absoluto. Todos na ponte a olhar para ele, amendrontados. O pobre velhíssimo Omega abre muuuuuuuito os olhos. Lá fora, pneus a chiarem. Isso é, se no espaço se ouvissem barulhos, teríamos percebido que as naves dos cylons pararam todos, travões a fundo, quase-quase em pânico. Está tudo em stand-by, à espera da confirmação. - Risssel... - murmurou o velhíssimo Omega - Será que eu ouvi bem? O capitão vai conduzir a Galactica... outra vez? - Parece-me que sim... - confirmou a(o) Rigel, como que paralisada - E ele não é capitão, Omega, é comandante. - Nesse caso, ajudas-me a sair daqui? É que essa bengala já não é o que era. - Omega, não é só a bengala que já não é o que era... - Então? - pergunta o cap... ahem!, o comandante - Tá tudo parado, porquê? Mexam-se! E o Starbuck ri-se, todo feliz, de charuto na boca. - Tás-ta rir de quê? - perguntou-lhe o moreninho. - Parece que a minha ideia resultou. - Eu não percebo. É só dizer que vou conduzir e o pessoal parece que apanha um grande susto. - E apanham mesmo... - murmurou o Starbuck. - Pois eu cá não ameaço. Faço mesmo. Abram alas que aqui vou eu! E o Apollo sai despassarado ponte fora, até ao volante da grande nave de guerra. Foi a confusão total. Cylons a quererem sair dali bem depressa e a chocarem uns com os outros com a pressa de fugirem, vipers amalucados a chocalharem também uns com os outros, a NÃO quererem aterrar na Galactica, vipers e caças cylons a terem trezentos encontros imediatos de terceiro grau a alta velocidade, montes de amolgadelas e riscos na pintura, as outras naves da frota a ficarem repentinamente muito sobrelotadas, tudo a discutir sobre quem vai embora e quem fica... - Risssel, depressa... - pediu Omega - Ajuda-me a sair daqui. - Tá bem, anda lá... E os dois lá vão andando, devagar, devagarinho... Meia-hora depois, chegam ao corredor. - Olha lá uma coisa... - pergunta Omega, já a deitar os bofes de tentar andar o mais depressa que podia - Afinal, és uma mulher... ou és um homem? - Tá calado, Omega, não digas disparates! Senão, não te ajudo a sair daqui... - Pois é. Tinhas razão. Não é só a bengala que já não é o que era. - IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIiiiiiiiiiiiiieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeh hhhhhhhoooooooooooooooooooooooooooo!!!!! Ora, tentem lá adivinhar quem manda esse berro... Não, não é o Boomer. O Boomer não é assim tão maluco a conduzir... - MAAAAAAAAAAAAMBOOOOOOO NUMBER FIIIIIIIIIIIIVE!!! - berra o Apollo, virando o volante ao contrário pela décima vez naquela meia-hora. O Starbuck vinha a caminho (de tentar salvar aquela situação, percebem...?) e lá vai ele contra as paredes, todo desequilibrado, coitado. Ah!, a questão da gravidade dentro das naves no espaço. Eu explico: quando o Apollo conduz... Sim, é isso mesmo... Até a Senhora Gravidade vacila. - Apollo! - O que é? - Agora que os cylons fugiram, - diz Starbuck, numa tentativa de o distrair dali para fora - que tal jogarmos um pouco de tríade? - Belíssima ideia! - berrou o Apollo - Mas agora não posso. - Não? - espantou-se Starbuck, porque o Apollo NUNCA perde uma oportunidade de jogar Tríade - Mas porquê? Pensava que gostavas... - E gosto. Mas agora estou a perseguir aqui esta basestar. - Basestar? - o rapaz das estrelas olhou em frente, completamente apanhado de surpresa. E lá estava ela, uma basestar gigantesca a tentar fugir da Galactica a toda a velocidade, numa autêntica perseguição alucinante - Apollo... Tem dó! - Dó, eu? - replicou o outro, todo sorrisos - De quê? Isto está muita divertido! - Está...? - Starbuck tentou sentar-se ao lado dele, o que conseguiu, após uma árdua luta - Aposto que o Baltar não está a achar graça nenhuma a isso. - Espero bem que não. Eu só gosto dele é mal-disposto. Toca a acelerar! O Starbuck tentava agarrar-se como podia: - Aahh... uuuhm.. Apollo... Não estás a tentar bater nele... Pois não? - Estou. Quero fazer-lhe uma mossa bem grande... - Olha que se lhe bates por trás, a culpa é tua. E depois as companhias de seguro nunca mais se calam. As apólices custam fortunas... - Quero lá saber! O Baltar tem que aprender de uma vez por todas, que essa história de aniquilar a raça humana tem que acabar! Nisso, ouvem-se uns ruídos esquisitos nos intercomunicadores: - Daqui é Baltar. Está aí alguém? - Baltar, seu desgraçado!!! - berrou Apollo - Hoje não me escapas!!! - Logo vi que eras tu que conduzias a Galactica... - Então, Baltarzinho... O capacete hoje portou-se bem? - O quê que tu queres dizer com isso?! - zangou-se o Baltar. - Aquele capacete fica-te tão bem... - Tás a gozar comigo?! - Heheheh!!! Hoje ele ainda não entrou em curto-circuito? HAHAHAAAAHAHHAA!!!!! - Isso não vale!!! Pões-te aí com brincadeiras e depois temos todos que correr pelas nossas vidas. Isso não vale!!! - Ficas mesmo giro... hehehe... com aquela manchinha na carola... hahaha!!! Como o Gorbachev...HAHAHAAAHAA!! - Chega! Eu vou mas é pirar-me daqui... Bom, o Apollo ria-se tanto que largou o volante, o Baltar ganhou velocidade, fugiu e a coisa ficou por ali. E lá vai o Apollo de regresso à frota... - Êpá... - comenta o Apollo - Isso é esquisito à brava... - O quê? - pergunta Starbuck. - Eles estão TODOS ao contrário em relação a nós... O Starbuck olha para ele, cheio de paciência: - Não, Apollo. Nós é que estamos ao contrário em relação a eles. - Ah! Nesse caso... Após 39546 manobras estapaf... isso é, diferentes, e ao fim de outra meia-hora em que o cap... aliás, o comandante meteu a Galactica naquelas posições todas que já sabemos, o Apollo finalmente botou a grande nave de guerra equilibrada em relação ao resto da frota. - Agora, sim! - diz ele - Agora podemos jogar tríade descansadinhos. - Às vezes gostava de ter a tua energia... - sussurrou Starbuck, meio espantado - Ainda agora saímos de um jogo e já vamos a entrar noutro. - É mesmo. Com setenta e cinco yahrens de idade, temos mais energia que esses chavalecos de vinte. É tudo uma questão de força de vontade, sabes? - clamou o outro - Eu levo horas a pôr a porcaria do equipamento mas no fim, compensa. - E a tirares o equipamento? Também não levas horas? - A tirar? A tirar é um instante, pá! Com a Cassie e a Sheba a puxarem os elásticos certos, isso sai tudo num instante! - Ah! Pois... Nisso, elas são umas experts. - Então, vamos lá... (continua... um dia desses...) [apenas lixo abaixo desta linha]