Nota: Isto é uma obra de ficção, escrita puramente por divertimento. Não existe intenção alguma de violar qualquer direito de autor. Não recebi qualquer dinheiro por esta obra. ---------------------------------------------------------------- Baseado em: Battlestar Galactica Criado por: Glen A. Larson História por: Claudia Pereira Data: 2 de Fev. 2001 ---------------------------------------------------------------- Battlestar Galactica: Missão Incontrolável. ---- Parte 1 ---- Vinte anos passaram-se e Apollo Despassarado é o novo comandante da Estrela de Batalha. Sim, sim ainda estão todos lá... um pouquinho mais velhotes, umas ruguinhas aqui e ali, alguns cabelinhos brancos... outros nem cabelo têm, já... mas ainda estão todos lá. Quando há um ataque dos cylons, todos correm em direcção aos vipers e aos tubos de lançamento, cheios de coragem. Quando Apollo diz: "Que tal uma exploraçãozinha no espaço profundo? Eu conduzo...", todos fogem a bom correr, da Galactica para as outras naves da frota. É que uma coisa é enfrentar os cylons, outra é aguentar o comando do desp... a condução descuidada e enjoativa de Apollo. Do COMANDANTE Apollo, fassavor... - Um bocadinho de Sheba pa-ra-qui, um bocadinho de Cassia pa-ra-li, um bocadinho de Rita pa-ra-co-lá... É só do que preciso! RRRRRrrrrrrrrrrrrrrrrrrrró!!! - Apollo, atenção à estrada!!! - berra o Starbuck. - Estrada? Qual estrada? - Apollo olha bem lá para fora, uma imensidão negra coberta de estrelas - Vês alguma estrada aqui? - Tu sabes o quê que eu quero dizer... É que uma estrela de batalha não é um carro. Apollo dirigiu-lhe um ar muito ofendido: - Eu sei disso perfeitamente. - e Apollo recomeça a cantarolice - Um bocadinho de Amélia pa-ra-qui, um bocadinho da Joana pa-ra-li... - Ainda bem. - murmurou o rapaz das estrelas - Se "perfeitamente" é o melhor que sabes sobre a condução, imagino se não soubesses nada... Nem precisávamos do cylons para dar cabo disso tudo... Nisso, ouve-se uns ruídos esquisitos vindos da rádio: - Atenção, daqui é Baltar, da Basestar dos cylons. Quem está no comando? - Olá, Baltar. - cumprimenta o Starbuck. - Vai pró caraças, Baltar! - refila Apollo - Desaparece da vista que hoje não estou com disposição para batalhas intergalácticas!!! Só para explorações profundas do espaço! Não, exploração no fundo do espaço... Não! Exploracações na... - Tem calma, Apollo. - acalma-o o velho Starbuck - Então, Baltar? Conta lá coisas. Um silêncio profundo. Nada se ouvia. Só se ouviriam moscas... se estas existissem na Galactica. - Baltar? - Quem está a conduzir? - Aaah... uhmm. é... é aqui o nosso velho amigo Apollo! - Siça! Adeusinho! Eu volto a contactar! - Peraí, Baltar... - Desaparece! -grita o Apollo - VADE RETRO!!! Xô, xôôôô!!! - Cala-te! Baltar? - O que é? - Ainda agora chegaste e já te vais embora? - perguntou o queriducho do Starbuck. - Não sabia que era o Apollo que estava a conduzir. Agora, tenho que tirar as minhas basestars do caminho, senão... - Senão o quê? - diz Starbuck, charmoso até dizer chega - O espaço é uma coisa tão grande... Qual é o problema? - QUAL É O PROBLEMA? - espantou-se Baltar - Eu digo-te qual é o problema: primeiro, vocês deviam ter posto o Tigh no comando, não esse desp..desfata... pestonto... Esse abrolho aí!! - Aaahh... uhumm... - fez Starbuck, tentando acalmar os ânimos - Pois... - Um bocadinho de Maria pa-ra-qui, um bocadinho de Andreia pa-ra-li... - Segundo, cada vez que este palerma se lembra de conduzir, tenho que desviar as minhas basestars para outro lado. E ISSO DÁ UMA TRABALHEIRA DO CARAÇAS!!! - Mas não é necessário tanto esforço... - diz Starbuck, tentando calar a cantoria desafinada de Apollo com um gesto impaciente. - Não é necessário o QUÊÊÊ?! Não interessa onde as basestars estão, se em Carillon, se em Gamoray, na Terra ou em Marte ou a trinta milhões de anos-luz de distância. Este desastrado completo arranja sempre maneira de acertar numa delas com as manobras malucas que faz. E sabes que tens a Galactica de pernas pró ar??! - De pernas pró ar? - estranhou o loirinho. - Sim, sim!!! Vê-se muito bem de onde eu estou. Esse pedaço de metal em que tu vives está de patas para o ar, em relação ao resto da frota. Como raio é que o teu comadante fez isso, consegues explicar??? - Aahaam... uummhh... É uma boa pergunta, sabe? Você faz perguntas mesmo muito boas... - E que raio de coisa é essa música irritante que ele não pára de cantar???!!! - berrou Baltar, já sem vagar para nada. - MAMBO NUMBER FIVE! - berra Apollo - Rrrrrrrrrrrrrró!!! - Desisto! Eu vou-me embora! Eu volto a contactar quando voltarem a pôr a vossa battlestar nas mãos de um piloto competente. Isso não é justo! As guerras têm que seguir regras. Vocês são uns batoteiros... O Starbuck, que normalmente é tão paciente, começou a perder a paciência: - Batoteiros? Não, aqui não há batotas. Mas, de qualquer maneira... na guerra e no amor vale tudo. - Hein...? - É isso mesmo. - e o Starbuck levanta um sorrisinho matreiro - Vai um jogo de tríade? Tu e um cylon, contra mim e aqui o Apollozinho? - O APOLLO?!!! Aaaaaah!!! E pronto, o rádio intercomunicador calou-se finalmente. - Um bocadinho de Marisa pa-ra-qui... - Olha, Apollo... - pergunta o Starbuck - Que tal virares a battlestar ao contrário? Deve dar uma sensação gira... - Belíssima ideia!!! - e ele vira o volante para a posição corecta, pensando que estava a virá-la ao contrário - Um bocadinho de Sónia pa-ra-li... RRRrrrrrrrrrrróó!!! É tudo o que eu preciso!!! Um bocadinho de Sandra pa-ra-co-lá! - E-e-eh...! - interrompeu-o Starbuck - Deixa a Sandra fora disso! - Sandra? Qual Sandra? - Nada, ninguém que tu conheças... Mas deixa-a fora disso. - Ninguém que eu conheça? Pois eu aposto que gostava de a conhecer. - Não gostavas, não. - E aposto que ela ia gostar bué de mim. Sabes, eu ainda... - Não ia, não. Agora põe mas é a Galactica e a frota daqui para fora antes que o Baltar apareça de novo. - O Baltar? O Baltar que se atreva a aparecer-me à frente outra vez, e eu peço à Sophie para lhe dar uma bengalada tal que nunca mais vai esquecer o resto da vida dele. - Coitado do Baltar... - murmurou o loirinho - Nem ele merece tal sorte... Mas tenho a certeza de que a Sophie ia gostar dessa missão incongrulávellbrzkjshsd..uhmggrunvfingrunh. - Missão quê? O quê que disseste? - Nada, nada... Não achas que o Baltar levar com uma bengalada da Sophie é um pouco... insensível da tua parte? - Insensível, eu?! - espantou-se Apollo - Se tu me achas insensível, onde é que isso te deixa? - Brigado pela piadinha. - replicou Starbuck, carrancudo - Caramba... Antigamente, elasgrungfunhidafungadung... Agora? Agora só apanho é disso. - O quê?! - Tá tudo incongrulável... - continuou Starbuck - Excepto a Sandra, claro. - Tu e a Sandra! Qualquer dia, tens que ma apresentar. - Tenho que ta apresentar coisa nenhuma. Nem pensar! Ela ia ter um ataque cardíaco quando te conhecesse... Ela tem uma ideia muuuuuuito diferente de ti, sabes? Ela julga que tu és muuuuuito mais ajuizado do que és. Ela não imagina as broncas em que tu te metes... - Até parece que tu nunca armaste barracada na tua vida... - defendeu-se o Apollo, todo amuadinho. - Armei, sim. Mas pelo menos pensei ANTES de as fazer... Mas o Apollo já nem o ouvia: - Que tal é ela, novinha, boazinha, boazona? - Demais até, para ti... De qualquer maneira, é demasiado nova para ti. Aliás, com setenta e cinco yahrens de idade, já devias mas é ter juízo nessa tua cabeça-de-vento depenada. - Starbuck! Alguns dos velhos Lords de Kobol eram casados com mulheres muito jovens! - Pois, está bem... Deixa-a fora disso e piremo-nos mas é daqui, OK?! - OK! MAMBO NUMBER FIIIIIIVE!!!! AQUI VAMOS NÓS!!!! - Não! Não vires o volante outra vez, por favor! Ao fim de 458215 manobras estapaf... isto é, diferentes, em que puxou a dita cuja em todas as posições possíveis e imaginárias, de lado, de frente, ao contrário, de costas, de pé, sentada, curvada, toda torta, um autêntico "camasutra" intergaláctico, estão, a ver?, o comandante Apollo lá pôs finalmente a grande nave equilibrada em relação ao resto da frota. Não, não bateu em nenhuma basestar pelo meio... mas falhou por pouco! Agora percebem porquê que a Galactica fica vazia - apenas com o mínimo pessoal indispensável (e bem corajosos...) - toda a vez que este abrolh... ahem! Isto é, o comandante se lembra de conduzir. - Conheces a anedota do bêbedo? - perguntou Apollo, depois da manobra. - Que anedota do bêbedo? - O idiota que foi apanhado a conduzir bêbedo que nem um cacho. - A conduzir uma estrela de batalha, bêbedo?! - escandalizou-se Starbuck. - Não, pá! Um carro, lá na Terra! - Ah! Ufa...! - Bom, o agente da polícia mandou-o sair do carro e o gajo sai do carro. Ás tantas, o gajo foge dos polícias a correr e volta para o carro. - Apollo fazia um esforço enorme para não desatar à gargalhada - Ele estava muito bêbedo mesmo! E então, pára ali mesmo e chama o polícia. - Ele chama a polícia? - estranhou o charmosão do Starbuck. - Sim. E queixa-se de que lhe roubaram o volante. - O volante? Roubaram-lhe o volante no meio-tempo em que saíu do carro e voltou logo a seguir, para fugir da bófia? - Sim, o volante. E é então que o polícia lhe diz que os carros não costumam ter volantes NA PARTE DE TRÁS DO CARRO, HAHAHAHAHAHAHA!!! Starbuck leva a mão aos olhos, desesperado. O cabeç... Apollo não podia estar pior, nem um bocadinho. - Então... hihihi! Não...hahaha... Não gostaste???!!! HAHAHA...! - e Apollo continuava a rir-se às bandeiras despregadas. - Então foi assim que te contaram essa história? - perguntou-lhe Starbuck, muito sério. - Foi. Hehehe!!! Porquê? Hehe! - Bem... Porque esta anedota é baseada em factos verídicos. - Factos verídicos?! Que factos verídicos???!!! - Aconteceu com... Starbuck procurava a maneira mais delicada possível de contar aquela história muito embaraçante ao Apollo... mas não havia maneira. Ou havia? Bom, a gente já conhece o Starbuck, né berdade? Então já sabemos que ele se safa sempre (e muito bem) dessas coisas: - Bom, aconteceu com um certo e determinado comandante de uma estrela de batalha... - De uma estrela de batalha? - estranhou Apollo - Mas só conheço a Galactica... Ou a Pegasus, mas esta nunca mais a vimos desde aquela vez que... E de repente, olhou para o seu velho amigo Starbuck, com um ar muito escandalizado: - Tu não me digas que o Cain conduziu a Pegasus bêbedo!!! - Não, pá. Eu não estou a falar de Cain. Isso aconteceu depois do Cain. Muuuuuito depois do Cain... - O meu pai, então? Mas o meu pai nunca faria isso! - Pois não. - concordou Starbuck - Mas também não estou a falar de Adama. - Então... Só sobra eu! - Bingo... - sussurrou Starbuck. - Ó Starbuck!!! Mas eu alguma vez iria conduzir a Galactica, bêbedo???!!! - Aaahh... uhm.. Já aconteceu... uuhm... Uma vez, em que... aahh. - Starbuck! Estás a gozar com a minha cara?! - Eu, hein? Nunca faria tal coisa! Muito menos com um comandante! - Está bem, está bem... conta lá... Se calhar eu estava tão grogue que nem me lembro. - Bingo... - cantarolou Starbuck outra vez. Apollo olhou muito espantado para ele: - Foi assim tão grave? - Nem te passa pela cabeça. Foi quando tu estavas a cantar o mambo nºcinco aos altos berros lá na discoteca e, entretanto bebeste uns bagaços pelo meio... Ficaste bêbedo que nem um cacho. És teimoso que nem uma mula. Sabes que essas bebidas portuguesas não são para qualquer um mas quiseste beber à mesma... E foi então que te deu a vontade de levares a Galactica até aos cofins do Universo. - Eu não preciso de estar bêbado para isso... - Pois não. - concordou Starbuck - Mas o problema não foi esse. - Então? - O problema é que foste até ao fundo da Galactica à procura do volante e não o encontravas. Fizeste um escabeche do caraças, a dizer que tinham roubado o volante à Galactica e que tu próprio ias aplicar umas bengaladas ao gajo que o tivesse feito. E ninguém conseguiu convencer-te de que o volante não costumava estar na parte de trás da Galactica... - Sabes uma coisa? - O quê? - Estámadar uma vontade de dar umas valentes bengaladas ao gajo que me contou essa anedota. - Porquê que será...? ---- Parte 2 ---- - Ó Claudia! - chama o Apollo. - O que é? - Quando é que será que escreves uma nova fanfic, pá???!!! A Sandra está à espera!!! - Deves estar pensar que eu não tenho mais nada que fazer... - Pois agora vais mesmo escrever, é UMA ORDEM!!! - Tá bem, prontos... Não é preciso gritar... - E é já!!! - OK, OK!!! Já vai! Credo... Aquele equipamento deve ser mesmo apertado, bolas! A Galactica, para não variar, está sob ataque dos temíveis cylons. Os vipers estão por todo o sítio, a defender a frota contra os terríveis destruidores. - Lançar todos os esquadrões!!! - berra Apollo. A Rigel (ou o Rigel, conforme o caso...) olha para ele, muito espantada(o): - Mas... Os esquadrões já foram todos lançados, Comandante! - Ah! Está bem... Mas isso parece que não está a resultar. Eles devem ser uns mil. Onde é que está o Starbuck? - Ainda no turbo-banho. - respondeu a(o) Rigel. - Ainda?! - refilou logo ele - Estamos aqui no meio de uma batalha, em alerta total, e ele ainda não saíu do banho???!!! - Tem calma, pá! - soou a voz de Starbuck - Já aqui estou... - Bolas, tu levas um tempão a tomar banho! - Sabes que temos de aproveitar bem o dia, porque depois pode não sobrar muito dele... E um turbo bem quentinho, depois de um bom jogo de tríade, sabe que nem polpas! - Olha, vem cá ver isso. A situação aqui tá uma embrulhada do caraças. O Starbuck sobe para a ponte, charuto na boca, charme aos pontapés e um ganda sorriso: - Não é nada que não se resolva... - Como, não é nada que não se resolva??!!! Já olhaste bem lá para fora???!!! O rapaz das estrelas continuou a sorrir, puxando as calças para cima, como é costume (já repararam nesse tique especial dele...?): - Que tal deixares os intercomunicadores "acidentalmente" abertos e anunciares que vais conduzir a Galactica desse caos para fora...? O Apollo fica meio confuso: - O quê que tu queres dizer com isso? E porque raio havia agora de conduzir, numa situação dessas? E porque carga d'água havia de deixar os intercomunicadores "acidentalmente" abertos??? - Porque assim os cylons ouvem. E piram-se logo, que é para irem tirar as basestars do caminho. - Starbuck tira o charuto da boca - A Galactica fica meio vazia também.... mas o nosso pessoal depressa percebe que foi só uma ameaça. - Anh... És capaz de ter razão... Omega! - chama o Apollo. - Ssssiiimm? - o Omega lá aparece, com a ajuda duma bengala velhota, tão velhota como ele, duzentos e quarenta e nove anos de idade, estão a ver, joelhos tremeluzentes, a andar muita devagarinho, cabelos brancos quase inexistentes e desdentado (isso é, quase sem dentes de jeito...) - O capitão ssshamou...? - Sim, Omega. Liga lá o intercomunicador, que eu quero fazer uma comunicação à frota. E eu não sou capitão, sou comandante! - Ssssim, capitão. - Atenção a todos!!! Vamo-nos pirar todos daqui para fora. Os cylons andam armados em parvos e não querem arredar pé daqui. Portanto, preparem-se! Eu conduzo a Galactica... E de repente, silêncio absoluto. Todos na ponte a olhar para ele, amendrontados. O pobre velhíssimo Omega abre muuuuuuuito os olhos. Lá fora, pneus a chiarem. Isso é, se no espaço se ouvissem barulhos, teríamos percebido que as naves dos cylons pararam todos, travões a fundo, quase-quase em pânico. Está tudo em stand-by, à espera da confirmação. - Risssel... - murmurou o velhíssimo Omega - Será que eu ouvi bem? O capitão vai conduzir a Galactica... outra vez? - Parece-me que sim... - confirmou a(o) Rigel, como que paralisada - E ele não é capitão, Omega, é comandante. - Nesse caso, ajudas-me a sair daqui? É que essa bengala já não é o que era. - Omega, não é só a bengala que já não é o que era... - Então? - pergunta o cap... ahem!, o comandante - Tá tudo parado, porquê? Mexam-se! E o Starbuck ri-se, todo feliz, de charuto na boca. - Tás-ta rir de quê? - perguntou-lhe o moreninho. - Parece que a minha ideia resultou. - Eu não percebo. É só dizer que vou conduzir e o pessoal parece que apanha um grande susto. - E apanham mesmo... - murmurou o Starbuck. - Pois eu cá não ameaço. Faço mesmo. Abram alas que aqui vou eu! E o Apollo sai despassarado ponte fora, até ao volante da grande nave de guerra. Foi a confusão total. Cylons a quererem sair dali bem depressa e a chocarem uns com os outros com a pressa de fugirem, vipers amalucados a chocalharem também uns com os outros, a NÃO quererem aterrar na Galactica, vipers e caças cylons a terem trezentos encontros imediatos de terceiro grau a alta velocidade, montes de amolgadelas e riscos na pintura, as outras naves da frota a ficarem repentinamente muito sobrelotadas, tudo a discutir sobre quem vai embora e quem fica... - Risssel, depressa... - pediu Omega - Ajuda-me a sair daqui. - Tá bem, anda lá... E os dois lá vão andando, devagar, devagarinho... Meia-hora depois, chegam ao corredor. - Olha lá uma coisa... - pergunta Omega, já a deitar os bofes de tentar andar o mais depressa que podia - Afinal, és uma mulher... ou és um homem? - Tá calado, Omega, não digas disparates! Senão, não te ajudo a sair daqui... - Pois é. Tinhas razão. Não é só a bengala que já não é o que era. - IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIiiiiiiiiiiiiieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeh hhhhhhhoooooooooooooooooooooooooooo!!!!! Ora, tentem lá adivinhar quem manda esse berro... Não, não é o Boomer. O Boomer não é assim tão maluco a conduzir... - MAAAAAAAAAAAAMBOOOOOOO NUMBER FIIIIIIIIIIIIVE!!! - berra o Apollo, virando o volante ao contrário pela décima vez naquela meia-hora. O Starbuck vinha a caminho (de tentar salvar aquela situação, percebem...?) e lá vai ele contra as paredes, todo desequilibrado, coitado. Ah!, a questão da gravidade dentro das naves no espaço. Eu explico: quando o Apollo conduz... Sim, é isso mesmo... Até a Senhora Gravidade vacila. - Apollo! - O que é? - Agora que os cylons fugiram, - diz Starbuck, numa tentativa de o distrair dali para fora - que tal jogarmos um pouco de tríade? - Belíssima ideia! - berrou o Apollo - Mas agora não posso. - Não? - espantou-se Starbuck, porque o Apollo NUNCA perde uma oportunidade de jogar Tríade - Mas porquê? Pensava que gostavas... - E gosto. Mas agora estou a perseguir aqui esta basestar. - Basestar? - o rapaz das estrelas olhou em frente, completamente apanhado de surpresa. E lá estava ela, uma basestar gigantesca a tentar fugir da Galactica a toda a velocidade, numa autêntica perseguição alucinante - Apollo... Tem dó! - Dó, eu? - replicou o outro, todo sorrisos - De quê? Isto está muita divertido! - Está...? - Starbuck tentou sentar-se ao lado dele, o que conseguiu, após uma árdua luta - Aposto que o Baltar não está a achar graça nenhuma a isso. - Espero bem que não. Eu só gosto dele é mal-disposto. Toca a acelerar! O Starbuck tentava agarrar-se como podia: - Aahh... uuuhm.. Apollo... Não estás a tentar bater nele... Pois não? - Estou. Quero fazer-lhe uma mossa bem grande... - Olha que se lhe bates por trás, a culpa é tua. E depois as companhias de seguro nunca mais se calam. As apólices custam fortunas... - Quero lá saber! O Baltar tem que aprender de uma vez por todas, que essa história de aniquilar a raça humana tem que acabar! Nisso, ouvem-se uns ruídos esquisitos nos intercomunicadores: - Daqui é Baltar. Está aí alguém? - Baltar, seu desgraçado!!! - berrou Apollo - Hoje não me escapas!!! - Logo vi que eras tu que conduzias a Galactica... - Então, Baltarzinho... O capacete hoje portou-se bem? - O quê que tu queres dizer com isso?! - zangou-se o Baltar. - Aquele capacete fica-te tão bem... - Tás a gozar comigo?! - Heheheh!!! Hoje ele ainda não entrou em curto-circuito? HAHAHAAAAHAHHAA!!!!! - Isso não vale!!! Pões-te aí com brincadeiras e depois temos todos que correr pelas nossas vidas. Isso não vale!!! - Ficas mesmo giro... hehehe... com aquela manchinha na carola... hahaha!!! Como o Gorbachev...HAHAHAAAHAA!! - Chega! Eu vou mas é pirar-me daqui... Bom, o Apollo ria-se tanto que largou o volante, o Baltar ganhou velocidade, fugiu e a coisa ficou por ali. E lá vai o Apollo de regresso à frota... - Êpá... - comenta o Apollo - Isso é esquisito à brava... - O quê? - pergunta Starbuck. - Eles estão TODOS ao contrário em relação a nós... O Starbuck olha para ele, cheio de paciência: - Não, Apollo. Nós é que estamos ao contrário em relação a eles. - Ah! Nesse caso... Após 39546 manobras estapaf... isso é, diferentes, e ao fim de outra meia-hora em que o cap... aliás, o comandante meteu a Galactica naquelas posições todas que já sabemos, o Apollo finalmente botou a grande nave de guerra equilibrada em relação ao resto da frota. - Agora, sim! - diz ele - Agora podemos jogar tríade descansadinhos. - Às vezes gostava de ter a tua energia... - sussurrou Starbuck, meio espantado - Ainda agora saímos de um jogo e já vamos a entrar noutro. - É mesmo. Com setenta e cinco yahrens de idade, temos mais energia que esses chavalecos de vinte. É tudo uma questão de força de vontade, sabes? - clamou o outro - Eu levo horas a pôr a porcaria do equipamento mas no fim, compensa. - E a tirares o equipamento? Também não levas horas? - A tirar? A tirar é um instante, pá! Com a Cassie e a Sheba a puxarem os elásticos certos, isso sai tudo num instante! - Ah! Pois... Nisso, elas são umas experts. - Então, vamos lá... (continua... um dia desses...) 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