Nota: Isto é uma obra de ficção, escrita puramente por divertimento. Não existe intenção alguma de violar qualquer direito de autor. Não recebi qualquer dinheiro por esta obra. ---------------------------------------------------------------- Baseado em: Battlestar Galactica Criado por: Glen A. Larson História por: Claudia Pereira Data: 25, Jan. 2001 / 27, Jan. 2001 ---------------------------------------------------------------- My very first fanfic... Brincadeirinha!!! É só brincadeira, que eu gosto muito deles os dois. Terra, em 2020 A.D. -- Parte 1 Apollo e Starbuck gozam a sua bem-merecida reforma na recém-descoberta Terra, cabelos brancos todos ao léu, completamente desalinhados e a cultivar um alto dum bronze ao sol das magníficas praias do Algarve. - Apollo? - pergunta o velho Starbuck - Tu ainda te lembras das nossas aventuras no espaço, há quarenta anos atrás, quando enfrentávamos os cylons? - Lembro-me, sim. - responde o velho Apollo, tagarela e refilão como sempre - Como se pudesse esquecer... Das dezenas de milhares de dólares que gastei a fazer aquele bendito trailler. Não me deixaram fazer o segundo filme, ia-me esquecer do quê? - Estamos tão velhos, né verdade? - Ná! Tamos nada... Ainda damos cabo dos cylons todos, se for preciso. Olha, sabes que eu tropecei no aeroporto antes de ir para a convenção dos 20 Yahrens? Dei uma queda maluca, ia partindo a carola, fui parar ao hospital e tudo. Acabei por ir à convenção porque a Sophie insistiu... - Irra! Muito falas tu! Só te perguntei... Nisso, algo cai do céu com um enorme estrondo. Era uma das naves dos cylons, que aterrou de emergência na Terra. O velho Starbuck vira lentamente o pescoço para trás, curioso: - Ouviste aquilo, Apollo? Caíu ali qualquer coisa. - Não, não ouvi nada. Mas o rapaz das estrelas continuou de ouvidos em alerta total: - Êpá... É imaginação minha ou estou a ouvir o whhooo-whooooo de dois cylons? O Apollo perdeu a paciência de vez: - Ó Starbuck... Liga lá o raio do aparelho que já estás a ouvir mal outra vez!!! - Olha que não sei... - diz o Starbuck, preparando-se para a difícil tarefa de levantar o seu velho corpo da cadeira - Há sons que a gente não esquece nunca mais. - Não és capaz de ficar sossegado um minuto? Larga lá a bengala, pá. Já é tempo de deixar esse assunto dos cylons para os guerreiros mais novos. O outro olhou para o Apollo, admirado: - Então não ouviste aquilo? - O quê? - Estás mesmo despassarado de todo. A Sandra tinha razão... - Quem? - Nada, nada... - Starbuck consegue finalmente levantar-se da cadeira - Eu mesmo vou ver o que se passa. - Sem mim? - Se for preciso. - Nem penses! - o desp... o Apollo pega então na sua bengala e recomeça pela trilionéssima vez naquele dia o lento processo de se levantar da cadeira - Nem penses que vais ficar com os cylons só para ti... Anda cá, espera por mim! Starbuck! Não me ajudas a levantar-me dessa cadeira?! -- Parte 2 O Starbuck lá voltou atrás, em passos lentos, e ajudou o seu velho companheiro a levantar-se. Não, eles não caíram redondos no chão. Conseguiram manter-se de pé. Foi difícil… mas conseguiram. - Então, - diz o Apollo, a gozar à alta fartazana com o outro - vamos lá a ver o que foi que tu viste. Ou ouviste ou lá o que é que te aconteceu nesta tua cabeça. - Eu não acredito que não tenhas ouvido nada. - comenta o Starbuck - Foi um barulho do caraças… - Qual barulho, qual quê! - exclamou Apollo - Tens é que mudar a pilha aí ao aparelho… - Tás cá um chato... Hoje ninguém te atura, pá. Anda lá ver os cylons… Eu sei que eles andam por aí… Eu ainda ouço o whooo-whoooo deles. Os dois começaram então a longa caminhada, apoiados pelas suas inseparáveis bengalas, até aos arbustos onde tinham caído os inimigos. Como é que tu sabes que eles são dois? - indagou o Apollo, dando uma tacada numa pedrinha antes que tropeçasse nela, arranjasse mais um galo na carola e levasse pontos na cabeça pela miléssima quarta vez naquela semana. Isso sem falar nas vezes que levou da Sophie… mas isso é outra história. - Porque oiço dois a fazerem whooo-whoooo. Tenta lá ouvir, a ver se não são dois… O Apollo parou de andar, e fez um ar concentrado, atento a qualquer ruído. - Oiço as gaivotas, as ondas, o vento, duas garinas a rirem-se… A gente depois tem que ir ter com elas, parecem muito simpáticas. O Starbuck dirigiu logo os seus olhos azuis desesperados para o céu. - Ai, meus Lordes! - murmurou ele - Outra vez não… - Devem ser bem giras. Mas eu, então… estou uma brasa! Não que tu e os outros estejam mal mas.. Aposto que elas iam achar-me bem giro, um borrachão bom-bom. - uma (bem vinda) pausa - Não, continuo sem ouvir cylons de espécie alguma. E de repente, reparou que o seu velho amigo estava como que paralisado, a olhar em frente. Virou então muito lentamente o seu enrugado pescoço, também para a frente. E lá estavam eles, reflexos prateados intensos a dançar sob o forte sol algarvio. Whooo-whhhooooo! Whooo-whhhooooo! Whooo-whhhooooo! - Que engraçado… - comentou Apollo - Estão exactamente na mesma. Em quarenta anos, não mudaram nada. Já viste? Estão precisamente iguais… Então, eles ainda não viram a nova raça de robôs que eu criei lá no meu trailer… Mas que parvalhões! O Starbuck olhou para ele, cheio de paciência. Apesar de já o conhecer há quarenta valentes e corajosos anos, Apollo ainda conseguia a espantosa proeza de o espantar (a ele já não mas…) com as coisas mais estapafúrdias que imaginar se podia. Mas sendo o Apollo tal como sabemos, aquela saída dele até que nem nem tinha sido nada de muito invulgar… - Larguem as armas! - soou logo aquela irritante voz do robô - Imediatamente! - Armas? - diz o Starbuck - Mas nós não temos armas. Só temos essas bengalas… Os dois cylons olharam um para o outro. - Então larguem as bengalas. Imediatamente. - Não podemos. - disse logo o Apollo, teimoso como uma mula - Precisamos delas para nos mantermos de pé. - Tem calma, parceiro… - diz o Starbuck, virando-se novamente para os robôs - Olhem lá, vocês os dois. E os cylons olharam. - Não acham que deviam pensar no que estão aqui a fazer…? - Pensar? - refilou logo o tagarela - Eles não pensam, Starbuck, eles matam. - Cala-te! Vocês deviam de começar a pensar na verdadeira razão porque estão aqui, porque que querem matar, acabar com a raça humana… - Estás a perder tempo, parceiro. - interrompeu-o outra vez o chato - Eles não têm cérebro para pensar, têm um programa a correr-lhes nos chips e têm que lhe obedecer. - Irra! Já percebi porquê que o Glen não te meteu no meu Regresso. Tu só ias atrapalhar! Siça! - No teu regresso? - estranhou o velho deus grego - Que regresso? Os dois cylons olhavam um para o outro, aparvalhados, bolinhas vermelhas a passearem-se para lá e para cá, whooo-whhhooooo, whooo-whhhooooo! - O último episódio do Galactica 1980, seu despassarado! Aquela série onde tu não entraste! - O Galactica 1980?! Aquilo é que foi uma grande m…!!! Não prestou para nada!!! - Está bem, está bem… Não recomeçemos com essa história, por favor, hoje já nem te posso ouvir… Agora deixa-me s.f.f. falar aqui com os folks, a ver se conseguimos negociar a coisa, OK? O Apollo lá aquiesceu em silêncio, meio contra-vontade. - Ora bem, onde é que nós íamos? - perguntou-lhes o rapaz das estrelas, sorrindo com o mesmo charme de sempre. - Estavas a dizer para nós pensarmos na razão pela qual queremos acabar com a raça humana. - Ah! Exactamente. Vocês também são uma raça, sabiam? Imaginem que alguém queria acabava com a vossa raça de uma vez para sempre, vocês iam gostar? Os cylons olharam um para o outro, bolinhas vermelhas e pensativas, para lá, para cá, para lá, para cá… Whooo-whhhooooo! Whooo-whhhooooo! - Não, não gostávamos. - acabaram eles por admitir. - Então, pensem lá no que estão a fazer. Porquê que fazem o que fazem? - Porque o Baltar mandou. - Nananananana! - protestou logo o desp…. o Apollo - O John Colicos morreu há mais de vinte anos. Não me venham cá com tretas do Baltar, que isso já não pega! (Que paródia, meu Deus!!!) Os robôs olharam novamente um para o outro, bolinhas vermelhas e espantadas... Whooo-whhhooooo! Whooo-whhhooooo! - Apollo!!! - Starbuck agarrou-lhe num braço e berrou-lhe no ouvido, em murmúrios desesperados - Cala-te, por amor dos Lordes!!! Pára de dizer asneiras!!! Ainda nos fazes irmos dessa para melhor! Cala-te, que eu estou a conseguir convencer esses dois. - Pronto. - concordou Apollo, muito amuado - Está bem. Não digo nem mais uma palavra. Claro que o Starbuck não acredita mas…Como já dizia o velho e sempre sábio Adama, a esperança é a última a morrer. - Bom, então, ficamo-nos por aqui? - perguntou Starbuck, sempre muito simpático para os cylons - Precisam de ajuda para repararem a nave? Aquilo foi uma queda e tanto… - Pois foi… - admitiu um dos cylons - Íamos ficando todos desconjuntados. - Desconjuntados, pois… - refilou logo o chato. Mas baixinho. - Então vamos ajudá-los. - decidiu o sempre simpático Starbuck - Anda, Apollo. - Não vou! - embirrou ele - Estes gajos deviam era levar com umas boas bengaladas nessas latas que têm no lugar das cabeças! Starbuck, sorrindo um sorriso bué de amarelo, tentava disfarçar a coisa: - Não lhe liguem. - dizia ele para os cylons - Não lhe liguem, ele está senil. - Aposto que ainda lhes faço umas valentes amolgadelas com a minha bengala! Os robôs olhavam uma pra o outro. Whooo-whhhooooo! Whooo-whhhooooo! - Ele sofre daquela desordem despassarat… desassa… - continuava Starbuck - Desfarpa… Vocês sabem qual é? - Sim, a gente compreende. - Larga-me, Starbuck! Larga-me só dois minutos. Dois minutos, é só o que eu preciso para desconjuntar estes camelos obsoletos…!!! - Apollo, acalma-te, buddy… - dizia o Starback - Tankaneasy, pá. Queres um calmante? - Não, não quero calmante nenhum, quero dar cabo desses dois! Posso estar velho e caduco mas ainda sou bonito. Quero dizer, forte! Forte! - Não precisamos dele… pois não? - a voz do cylon soava altamente esperançada. - Ná! Não se preocupem. Esperem aí cinco segundos, que a gente já volta… - Não volta nada! Resolvemos a coisa aqui e agora, já, imediatamente! Eu dou-vos o "by your command" ou o "on your command" ou o que raio vocês dizem!!! - Vá, vá… - dizia o cylon, falando para o Starbuck, todo compreensivo - Tire-o daqui antes que ele faça mais algum estrago à gente. - Eu devia partir-vos todos aos bocados! - Apollo continuava a manejar com a bengala no ar, furioso e ameaçador (coitado…) - E leiloar os bocados na internet. Seus… Seus… - Tu e os leilões! - reclamou Starbuck - Irra! - O quê que tem? - Apollo estacou logo ali - Os leilões são uma coisa muito gira. - Ai, não… Lá vamos nós outra vez. - Tu sabes que na reunião dos 15 Yahrens, eu fui leiloado por 240 dólares? Olha que isso era uma fortuna, há 20 anos atrás. - Sim, eu sei… - o pobre Starbuck suspirava, cheio de paciência - E depois disseste que não tinhas underwear ou coisa que o valha… - Coisa que o valha???!!! O meu rabiosque ainda me valeu 240 dólares!!! Foi um assédio total!! - Sei, sei… Tu mostraste-o. Eu estava lá, lembras-te? Infelizmente, eu estava lá... Mas o Apollo tinha-se perdido completamente: - Mostrei o quê? - O teu rabiosque. Ficou tudo gravado. Depois a Sandra arranjou cópias em CD, e em breve, o teu traseiro ficou famoso pela galáxia inteira. - A Sandra? Mas qual Sandra? - Ná, não é ninguém que te interesse… - Olha lá, tens alguma namorada, é? E não me queres dizer quem é? - Ena, parece que acalmaste finalmente. - disse o Starbuck, tentando desviar a conversa. - Acalmei? Mas eu sou um homem muito calmo. - Pois és, pois és! Muito! - Eu sou o filho do comandante. E seria o novo comandante… se me tivessem deixado fazer o segundo filme. - Claro, concordo plenamente. Agora, vais ajudar ali os centuriões a reparar a nave ou vais para casa. - Eu? Ajudar cylons? Só se sofresse de desordem destemp… despensarada… pespona… Sabes, aquela coisa. - Sei, sim. O quê que tu vais fazer agora, então? - Vou dar um mergulho na praia e ver se encontro as tais garinas. - Olha lá, não achas que tás velho demais para essas coisas? - Ná! Ainda dou cabo de trinta cylons, se for preciso! - Pois, pois… Olha vai lá, que eu ajudo ali os folks. - Inté. [apenas lixo abaixo desta linha]