Nota: Se sabes Inglês aconselho a leres a história na língua Original, pois como qualquer tradução (principalmente por não profissionais) perde-se sempre qualquer coisa. Podes encontrar o original em: http://www.galacticafanfic.com/bsg-page.html Este documento está afixado em: http://c.1asphost.com/sandraa/bsgpt/ e não pode ser reproduzido ou afixado noutra Web Page, sem o consentimento do seu autor. ------------------------------------------------------------------------- Espera o Inesperado Expect the Unexpected - http://www.galacticafanfic.com/bsg-page.html Por Robert Hanczyk 6 de Fevreiro, 1999 Tradução por Sandra Almeida Edição por R.V. "Apollo! Fui atingido e isto está mesmo mau! Motores principais em baixo. Estou a manobrar com os impulsores em potência parcial, se tanto. Tenho mais faíscas a voar por aqui que um Cylon com uma má carga." Starbuck desligou freneticamente qualquer sistema que pudesse fazer com que o seu Viper explodisse. Isso não o deixava com muito com que trabalhar. "Activa o teu Sinal de Emergência. Eu vou contactar a frota no canal de emergência e mandar vir um vaivém. Consegues virar à esquerda cerca de quarenta graus e baixar o teu nariz oito graus? Abaixo há um planeta ao alcance. Tenta chegar lá até que o vaivém te apanhe." Apollo voltou a ligar o seu radar de ataque. Ele viu um trio de Raiders a dirigirem-se para o Viper de Starbuck. Starbuck já tinha mais que suficiente nas suas mãos. Não valia a pena preocupa-lo acerca disto. "Tenho que voltar para ajudar os outros. Vou manter está área limpa. Põem apenas essa nave, inteira, no chão." "Oh obrigado," Starbuck respondeu sarcasticamente. "Vou tentar também manter-me a mim próprio inteiro, se não te importares com isso." Apollo largou uma gargalhada. Mesmo nos piores momentos, Starbuck sempre tinha o seu senso de humor. "Eu volto num instante." Ele virou-se para se juntar às foças de ataque. Apesar de estar preocupado como estava com o seu amigo, Apollo sabia que Starbuck ia ficar bem. Ele tinha uma queda para isso. "Um instante pode demorar muito. Que tal antes da próxima faísca na minha vida?" Starbuck verificou uma última vez o painel de instrumentos para se certificar que tinha desligado todos os perigos potenciais. Desligou o rádio para poupar energia eléctrica. O sinal de emergência do Viper estava activado. Apesar do seu pequeno alcance o sinal encriptado, enviado em pequenas rajadas, seria logo detectado pela Galactica. Quanto aos Cylons, se eles o detectassem, veriam-no apenas como algum barulho do espaço perdido. Ele manejou os impulsores de manobra. Não havia nenhum som audível para ouvir nem nenhuma sensação suave de estremecer no cockpit. Os pequenos jactos estavam posicionados no nariz e na cauda do Viper para um controle preciso de viragem. Eles eram operados principalmente pelos computadores de bordo. No entanto, era possível ligá-los no modo manual se necessário. No vácuo do espaço, um objecto em movimento mantém-se em movimento. O Viper de Starbuck continuou na direcção em que viajava quando tinha sido atingido pelo fogo do Raider Cylon. Com alguma sorte, o planeta que Apollo mencionou teria força gravitacional suficiente para afectar o seu percurso de voo. De outra maneira, ele ficaria à deriva para sempre. Sem saber quais os instrumentos que eram de confiança, Starbuck fez figas e esperou pelo melhor. Ele lentamente apontou o nariz para "baixo" em relação ao eixo lateral do Viper e olhou para o planeta. Lentamente mas certamente este apareceu à sua esquerda. Cuidadosamente, Starbuck contrariou o movimento do impulsionador de "baixar" o nariz com o impulsionador oposto até que o movimento nessa direcção parasse. Fez o mesmo para apontar o nariz para a esquerda e encarar o planeta de frente. De acordo com os instrumentos de leitura do combustível dos impulsionadores, havia dois terços de reserva disponíveis. Starbuck calculou que tinha metade disso. O resto seria necessário para planar na atmosfera de forma a despenhar-se de uma forma controlada. Ele deu um impulso total para a frente por uns dez microns e rezou para que isso fosse o suficiente para alterar o percurso de voo em direcção ao planeta. Se servisse para alguma coisa, Starbuck teria trepado para fora do Viper e empurrado. Starbuck levou o braço debaixo do banco e sentiu o pequeno compartimento contendo o MOV - Manual de Operação do Viper. Era sem dúvida mais velho que ele. Indiferentemente, o procedimento ditava que ele encontrasse a "checklist" apropriada na secção de emergência. Dez para um em como os designers nunca tinham pensado na situação em que ele estava. Então qual seria a situação de emergência mais próxima? "Perda de poder de turbo no tubo de lançamento. Hmm. Talvez deva tentar essa na próxima vez que tenha uma patrulha de longo alcance. Fogo nos motores no tubo de lançamento. Muito quente para mim. Perda de poder imediatamente a seguir ao lançamento. Já chega com isto de lançamentos." Folheou rapidamente através das páginas até que viu as palavras, "Fora de Alcance." "Falha do Radio fora de alcance da Battlestar. Passo 1: Activar o Sinal de Emergência. Passo 2: Regressar à Battlestar. É tudo?!? Santo Frack. Quem escreveu esta coisa? Uma criança? Porque não um passo 3? Abanar as asas? Pelo amor de Deus!" Starbuck atirou o manual para o chão. O planeta não parecia mais próximo que antes. Não havia nada para fazer até entrar na atmosfera. Nessa altura, Starbuck teria que calcular a melhor velocidade para planar o Viper, encontrar algum lugar para aterrar e ir ao seu encontro. Até lá, porque não dormir? "Uma Cassiopeia. Duas Athena. Três Bree. Quatro Phrodite." Os prazeres dos sonhos com mulheres tomaram a consciência de Starbuck. Havia um grande sorriso no seu rosto enquanto ele entrava no mundo dos sonhos. Ele não acordou a tempo. "Starbuck?" A voz era um gentil murmúrio. O toque de uma mão suave na sua. "Starbuck? Eu sei que podes ouvir-me. Abre os olhos. Estou aqui para ti." Era certo que o subconsciente de Starbuck ouviu, mas era tudo. "Não vou deixar que te vás. É melhor mostrares-me qualquer coisa ou... ou... ou é melhor achares outra socializadora a quem estragar a vida." O murmúrio desapareceu, apenas para ser substituído por uma voz mais forte. "Eu não estou certamente a assobiar os Cylons Dançantes. Vá lá, rapaz. Volta a ti." Cassiopeia tinha esperança que a menção da sua antiga ocupação gerasse uma resposta. Ela não esperava um maldoso sorriso. Um pestanejar de olhos servia bem. Que tal um piscar de olho? Ou uma tossidela? "Hey, chico esperto, que tal mostrares-me os teus movimentos?" Cassiopeia perguntou com uma voz abafada. "Talvez mostrares-me como te encolhes para caber naquele minúsculo uniforme de Triade. Que tal uma massagem pessoal num quente e borbulhante turbobanho?" Nenhuma resposta ainda. À distância alguém estava a ter um ataque. Cassiopeia estava demasiadamente focada em Starbuck para realmente prestar atenção. "Ao ritmo que ele despenha Vipers, não vamos ter nenhum de sobra. Ele vai pagar por isto. Vou acorrenta-lo à quente estrela, fornos de derreter minério nas naves de metal até que ele construa os seus próprio Vipers com partes que não temos. Ele vai passar o seu tempo em Hades e pagar por isto." O comandante Adama já tinha ouvido o suficiente. Ele virou-se para a figura rabugenta, duas cabeças mais pequeno que ele. O olhar nos olhos de Adama era tão feroz como a fúria de um raio. "Não vais fazer tal coisa," disse ele, com uma ressonância inquestionável. "O que vais fazer é reparar aquele Viper. Reparei que não estava totalmente destruído..." "Mais valia estar. Já vi pilhas de lixo em melhor forma que aquilo." Os olhos de Adama estavam em fogo. Ele não estava com disposição para insinuações mesquinhas. "Se me interrompes outra vez, vou pessoalmente supervisionar a reconstrução do Viper. E não me irei embora até que esteja acabado. Fiz-me entender?" A pequena figura encolheu-se a um canto roendo as suas unhas nervosamente e acenou. "Óptimo. Vejo que nos entendemos um ao outro. Dispensado." Adama retomou o seu caminho sem olhar uma segunda vez para o pequeno capataz. "Vou-lhe enviar a conta disto." Adama ignorou a afirmação. Ele entrou silenciosamente no quarto especialmente preparado para a condição de Starbuck. Se isto fosse uma circunstância normal ele seria colocado na área principal do Centro de Vida. No entanto, a sua condição era muito mais grave. O planeta em que Starbuck se havia despenhado mal tinha uma atmosfera capaz de suportar vida humana. Era quase inteiramente coberto por um liquido super frio. Quando o perda de energia do Viper excedeu a linha vermelha para condições atmosféricas, o cockpit ejectou-se e desceu de pára-quedas até à superfície liquida. O liquido era razoavelmente denso comparado com água, mantendo o cockpit a flutuar. No entanto, a sua composição química rapidamente dissolveu a camada protectora exterior do cockpit. Isso criara gases tóxicos que se infiltraram em ínfimas quantidades, por buracos de rebites, para dentro do compartimento fechado. O vaivém de salvamento chegou a tempo mas, infelizmente, nunca fora desenhado para pairar. A equipe de salvamento improvisou uma linha com laço e baixaram-na pela porta de pára-quedistas do Vaivém. O piloto vez uma primeira aproximação para medir as condições atmosféricas da área e como o vaivém iria reagir em voo baixo por cima da superfície. Na segunda passagem, foi necessário um voo de precisão para apanhar o cockpit e puxa-lo até ao pedaço de terra mais próximo, a alguns mil mectrons de distância. O arrasto resultante juntamente com as mudanças de vento fez do voo algo perigoso. Em várias alturas o vaivém foi puxado para baixo o suficiente para quase atingir a superfície liquida. Depois de trazerem Starbuck para bordo, o piloto e co-piloto ignoraram todos os limites dos motores do vaivém de forma a gerar o máximo de impulso possível para regressarem rapidamente à Galactica. O único médico a bordo trabalhou furiosamente para estabilizar o piloto ferido. O Dr. Salik, Cassiopeia e a equipe médica estavam à espera na baia de aterragem quando o vaivém chegou. Transportaram imediatamente o Starbuck para o Centro de Vida e fizeram tudo o que sabiam para o recuperar. Agora era só uma questão de tempo para que o seu corpo recuperasse. Devido à natureza do despenho de Starbuck no liquido, um membro do corpo médico tinha que estar sempre à sua cabeceira no caso de surgir algum efeito secundário latente. A quarentena também era uma precaução até que estivessem certos de que ele estava safo. Tempo não era coisa que Cassiopeia estivesse disposta a dar. Recusava abandonar a sua cabeceira mesmo quando já não conseguia escapar a chamada natural do seu corpo por sono. A sua cabeça descansava ao lado dele. Em vez de mover Cassiopeia da sua cadeira, o outro pessoal médico pousara um cobertor sobre os seu ombros e pequenas almofadas à sua volta. Ela estava agradecida a eles quando acordou. Adama pousou suas mãos nos ombros de Cassiopeia e beijou-a levemente no topo da sua cabeça. Ele manteve-se de pé atrás dela. "Como está ele?" "A recuperar, embora mais devagar que o esperado." Ela chegou-se acima para levantar a mão direita dele do seu ombro e segurá-la. "Porque é que ele faz isto?" "Para nos gelar os nervos," respondeu Adama. "Ele destaca-se certamente dos outros pilotos, incluindo os meus próprios rebentos." "Eu deixo o certamente saber o quanto nós apreciamos o seu galanteio." Cassiopeia sentiu a força que Adama lhe dava só por estar ali. Uma ideia passou-lhe pela mente. Levantou-se e encarou o Comandante com alguma excitação visível. "Pode ordenar-lhe para, ah, não sei bem como dizer isto. Ordenar-lhe que se ponha em atenção... para uma inspecção de cama talvez?" "Não vejo porque não." Adama pôs-se à cabeceira com Cassiopeia a seu lado. Clareou a sua garganta e pôs o seu usual porte de Comando. "Tenente, você vai-se pôr em atenção na minha presença. Não espero nada mais. E por este pequeno acto de encenar um acidente de Viper, vai passar os próximos dez centars a limpar cuidadosamente os Vipers, pondo-os a cheirar tão docemente como Caprica em principio de primavera. Nenhuma resposta. "Tenente, estou a falar consigo! Responda!" Houve um ligeiro tremor no braço de Starbuck. Cassiopeia notou e agarrou o braço superior de Adama em antecipação. "Se não disser qualquer coisa nos próximos cinco microns, vou pô-lo em patrulha de longo alcance por tanto tempo que não estará de volta até acharmos a Terra." Um leve grunhido veio de Starbuck. O seu corpo permaneceu imóvel no entanto. Cassiopeia largou o Comandante para verificar as várias leituras. Havia um sinal positivo de melhorias. "Fala, rapaz. Não te consigo ouvir!" Os lábios de Starbuck separaram-se. "A..." "O que foi isso?!?" "Aye." respondeu roucamente com sinais intensos de luta. Não havia sorriso, nenhum movimento de olhos, nada fora da sua respiração. O corpo de Starbuck ainda tinha um longo caminho de recuperação à frente. Agora havia provas que tinha tomado um passo na direcção certa. "Acho que conseguiu." Cassiopeia balançou-se nas pontas dedos dos pés. "Acho que a sua voz activou as suas respostas treinadas. Acho..." Ela pausou para recuperar o folgo. "Eu penso." "O que é que pensa?" Adama perguntou calmamente. A resposta de Cassiopeia foi um grande, duradouro abraço. Emoções transbordavam dela. O que havia aqui para pensar? Ela estava a transbordar de alegria por ver finalmente algo vindo de Starbuck que não apenas respiração e um bater de coração. A campainha da porta tocou. Adama pousou os papeis que tentava decifrar. Já era demais sofrer por uns relatórios incompreensíveis que Tigh lhe trazia por vezes. Mas isto era simplesmente absurdo. "Entre." A porta abriu-se com um deslize suave e um homem um pouco lento nos seus pés, mas de cabeça erguida entrou. Ele estava vestido de preto, calças largas e uma camisa de manga-curta, azul clara e pescoço em V. Uma corrente de ouro à volta do pescoço com um coração do tamanho da unha do polegar. O jovem manteve-se parcialmente em atenção à frente da secretária do Comandante. "À vontade, Starbuck. Por favor senta-te." "Obrigado." Ele deixou-se cair pesada e repentinamente na cadeira a seu lado. "Agora está-se a despenhar em cadeiras, Tenente?" Adama perguntou num tom de comando. Starbuck sentou-se direito temendo o que estava para acontecer. "Ah, não, senhor. As minhas pernas deram de si antes de quando eu queria." Adama recostou-se, colocou uma mão no braço da sua cadeira, a outra debaixo do seu queixo. Ele estudava a sua visita com grande interesse. O silêncio encheu-se de tanto significado como as suas palavras proferidas. "Senhor, a sério," Starbuck respondeu nervosamente. "Cassiopeia insistiu que eu usasse uma bengala. Eu recusei. Se não posso andar por mim próprio, não vale a pena andar." Adama continuou o seu olhar penetrante. "Prometo que volto a amaciar as almofadas." O Comandante finalmente relaxou. "Não é necessário, filho. Por favor relaxa. Tenho assuntos triviais para discutir contigo." "Vá em frente e dispare, Comandante. Só não dispare em mim." "É bom ver que o teu sentido de espírito não te abandonou. O Coronel Tigh entregou-me isto à pouco tempo atrás." Adama empurrou a pilha de papeis que estava a examinar na direcção do Tenente. "Parece que estas a custar-nos mais do que o que podemos suportar." "Senhor?" Starbuck não olhou para os papeis. Estava demasiado ocupado a tentar perceber o que Adama queria dizer. Ele não tinha pilhado todos os cúbitos da Rising Star. Os outros guerreiros apenas jogavam Pirâmide contra ele quando julgavam ter hipóteses de ganhar. O que é que ele tinha feito de errado desta vez? "Isto é uma lista de despesas de várias áreas. Por este último pequeno malabarismo que fizeste, toda agente envolvida está a exigir retribuição. Eles querem mais que o que temos. Como eu vejo, tu tens mais que ganhos suficientes para pagar por isto." Adama esboçou um sorriso manhoso quando viu a boca de Starbuck cair ao chão. Starbuck gaguejou, "Desculpe-me, senhor. Mas, ah, desde quando é que, uhm, o serviço, tem que ser pago?" Adama pareceu admirado que Starbuck não tivesse ouvido mais cedo. Certamente ele estava presente no briefing principal que Tigh dera aos guerreiros depois do Conselho ter votado o assunto. "Desde que o Conselho pensa que a economia da frota está em mau estado. Toda a gente quer os seus cúbitos. Por favor, dá uma vista de olhos nisso esta noite. De facto, dorme sobre isso, usa-o como cobertor se quiseres. Espero que te apresentes a mim logo que acordares." Starbuck olhou suspeitosamente o Comandante. Ele olhou para a pilha de papeis e de volta para o Comandante. "Vá lá. É apenas papel. Garanto-te que não morde." Com a lentidão que qualquer bebé podia vencer, Starbuck apanhou a pilha de papeis e pousou-a no seu colo. Devia ter umas duas dúzia de páginas. Ele passou os olhos levemente pela primeira página e verificou a próxima. A sua face empalideceu enquanto olhava a apenas uma ou duas linhas em outras páginas. "Senhor, com todo o respeito, isto tem que ser uma piada." Adama abanou a cabeça. "Não é piada. Eles querem ser pagos." "9.000 cúbitos para a operação de procura e salvamento? 1.200 extra por ideias que tiveram como efectuar o meu salvamento? 500 cúbitos por uma cama no Centro Médico por cada secton? 25 cúbitos por mudar os lençóis? 10 por cada lenço que usaram em mim? 17 cúbitos para lavar os meus dentes? 20 cúbitos por roupas de cama? Senhor, nós não usamos uma só peça de roupa debaixo daqueles cobertores prateados. 50 cúbitos to limpar a arrastadeira de cama?!?! 42 cúbitos por empurrar a minha cama médica para um quarto separado? 5 cúbitos por ajustes leves? Eles fizeram 72 ajustes leves? Estava eu a ler enquanto dormia? 90 cúbitos por cada refeição?! 115 para me lavarem? Eu nem estava acordado para apreciar a companhia da bonita ajudante que fez isso. E isto, isto é mesmo felgercarb. 299 cúbitos para me aconchegar na cama. Senhor!!!" Isso era apenas parte do que estava na primeira página. A segunda página começava com uma listagem de tudo e cada coisa que a equipe de reparação fizera para reparar o Viper dele. Starbuck olhou para Adama em choque. Algumas páginas atrás dessa estava o pagamento atrasado para a lista de guerreiros que fizeram as patrulhas de Starbuck. Até havia uma página com cobrança por todas e cada uma pergunta que uma visita fez acerca da sua recuperação incluindo a pergunta e resposta ao lado do valor. "Tem que estar a brincar. Não acho que exista assim tanto dinheiro currente em toda a frota!" Adama ergueu as suas mãos. "Tu tens os teus problemas. Eu tenho os meus. Tenho a certeza que arranjarás maneira de resolver isso." "Aw, obrigado, senhor. Posso ir?" "Pode ir. E Starbuck?" "Sim, senhor?" "Tem uma boa VIAGEM de volta à camarata. Tenta não CAIR." "Sim, senhor." Starbuck levantou-se cautelosamente com os papeis na mão e caminhou em direcção da porta. A sua mente estava totalmente envolvida em como começar a pagar isto. Era irreal. Tinha que ser uma praga. Não havia outra explicação. Starbuck pressionou o botão para abrir a porta. "SURPRESA!!!!!" Cassiopeia, Athena, Boomer, Apollo com Boxey nos seu braços e Muffit a seu lado, Greenbean, Jolly, Giles, Bree, Dietra, e muitos outros guerreiros estavam amontoados no corredor e todos aclamavam e aplaudiam Starbuck. Bree, passando em zig zag por Athena e Apollo, colocou-se à frente de Starbuck. "Estamos felizes de te ver de volta. E esperamos, que enquanto recuperas, possas passar muito tempo com nós, jovens raparigas pilotos de Viper nos simuladores." Starbuck olhou para Adama e viu-o tão feliz como os outros. "Não acredito que fez isto, mas é bom estar de volta." - O FIM -