Nota: Isto é uma obra de ficção, escrita puramente por divertimento. Não existe intenção alguma de violar qualquer direito de autor. Não recebi qualquer dinheiro por esta obra. ---------------------------------------------------------------- Baseado em: Battlestar Galactica Criado por: Glen A. Larson História por: R.V. (verg@esoterica.pt) ---------------------------------------------------------------- Epílogo Primeiro Pela primeira vez desde que a viagem da Frota tinha começado, a IFB teve uma audiência totalmente absorta na sua emissão. Mesmo os feridos que estavam a chegar das outras naves tiveram direito à instalação de um ecrã na enfermaria do Centro Médico da Galactica de forma a seguirem os acontecimentos. Após o fim dos combates, e seguindo os dados transmitidos pela Ponte da Galactica, a IFB começou a transmitir continuamente uma lista com o nome das naves destruídas, das suas tripulações e passageiros, assim como o nome de todos os Guerreiros que tinham morrido em combate. Essa programação podia parecer um bocado mórbida mas, com o número de famílias que existiam espalhadas pelas diferentes naves da Frota, esta era a única forma de manter as pessoas informadas. Ao fim de quase dois centares essa emissão foi interrompida e passou-se para uma emissão em directo no hangar da Baía de Lançamento Alfa. As primeiras imagens mostravam equipas de pessoal de terra a afastar uma série de Vipers do local onde tinham aterrado. Misturados com eles viam-se os uniformes de vários Guerreiros. A câmara focou um deles e o Capitão Starbuck surgiu em todos os ecrãs da Frota a guiar um dos pequenos carros utilizado para rebocar os Vipers no hangar. Com um movimento rápido a câmara focou a entrada do Hangar, mostrando a imagem de dois vaivéns a aterrar lado a lado, trazendo agarrado por um campo de forças, no meio deles, um Viper que parecia estar bastante danificado. Atrás deles, ainda fora do campo de forças que protegia a atmosfera do hangar, via-se outro Viper, à espera de vez para aterrar. Assim que os vaivéns depositaram a sua carga, viu-se uma equipa médica e um Guerreiro a dirigirem-se para o Viper. Mais uma vez a câmara fez um "zoom" e as pessoas puderam acompanhar o Comandante Apollo enquanto este subia as escadas que tinham sido encostadas ao caça e abria a carlinga. No seu interior podia-se vislumbrar a imagem de alguém caído para a frente, de encontro aos painéis de instrumentos. A equipa média subiu para o lado do Comandante e rapidamente começaram a tirar o Guerreiro do seu lugar. A preocupação era evidente no rosto de Apollo e a maior parte das pessoas que assistiam à cena perceberam a razão disso quando os médicos tiraram cuidadosamente o capacete ao paciente, revelando a cara da Capitã Sheba. Assim que a puseram numa maca motorizada e a levaram dali, o Comandante fez um sinal e os dois vaivéns saíram de novo para o espaço. Logo de seguida o outro Viper, que esperava pacientemente a sua vez, aterrou e de imediato foi rebocado para uma posição longe da entrada do hangar. Aos poucos foi-se criando uma clareira em frente dessa dita entrada e passados alguns centons a câmara focou-se no espaço para além do campo de forças. Uma série de luzes surgiram nessa zona e começou a distinguir-se uma forma que avançava para o hangar. Uma pequena comitiva apareceu no canto inferior direito, mas a câmara nem sequer se dignou a foca-los, tão absorta que estava a filmar a nave que se aproximava. A nave era maior que um vaivém, tendo um nariz afilado que lhe dava um ar agressivo. As janelas do cockpit eram negras e portanto não deixavam vislumbrar a tripulação. A sua entrada foi um pouco rápida demais e a nave ainda deslizou um pouco antes de parar por completo. Foi nessa altura que a voz de um dos comentadores de serviço se fez ouvir pela primeira vez: - Aposto que o pessoal de terra não vai ficar contente com as arranhadelas no pavimento que eles acabam de fazer! - Zed, isto não é altura para brincadeiras!- disse a outra comentadores, Zara, com um tom de reprovação na voz. - Estes podem ser os descendentes da Décima Terceira Colónia. - Peço desculpas.- respondeu simplesmente o outro e o silêncio instalou-se de novo. A câmara focou aquilo que parecia ser uma escotilha na superfície da nave. Passados alguns microns essa escotilha começou a recolher para dentro da nave e uma pequena escada desceu. Toda as pessoas da Frota colaram os seus olhos às imagens da IFB naquele momento, à espera do primeiro vislumbre dos outros Humanos. Uma forma surgiu à escotilha, mas ainda no interior da nave. Uma pequena esfera prateada saiu de lá, pairando no ar durante alguns microns e rapidamente voltando a entrar pela escotilha. - Deve ser alguma espécie de sonda atmosférica.....- especulou Zara, calando-se de seguida. Aos poucos uma figura apareceu à escotilha, logo seguida por outra e depois por uma terceira, mas como o interior da nave estava às escuras, era difícil ver mais alguma coisa. Assim que a primeira figura desceu a escada e a câmara focou-a, a voz de Zed fez-se ouvir de novo - Fomos enganados, são Cylons!!!!- berrou ele, à medida que a câmara mostrava a imagem de uma armadura metálica negra, coroada por um capacete que parecia a cabeça de uma Oviana sem as antenas. Nas mãos trazia uma arma de aspecto agressivo, extremamente parecida com as espingardas laser dos Cylons. Girando para a direita, a câmara focou a comitiva sendo visível que também havia Guerreiros que pensavam que os visitantes eram Cylons, pois muitos haviam sacado das suas armas pessoais e apontavam-nas na direcção da figura. De repente, um membro da Esquadrilha Verde disparou, acertando o seu tiro em cheio no centro da armadura do estranho. Ao contrário do que seria de esperar este não caiu, limitando-se a cambalear para trás, continuando a agarrar a sua arma. Entretanto o Comandante Apollo tinha dado um encontrão ao Guerreiro que havia disparado, fazendo saltar das mãos deste a arma e parecendo berrar para que os outros Guerreiros baixassem as suas armas. À primeira figura, juntou-se outra vestida da mesma maneira que pareceu encostar o seu capacete ao da outra, talvez a comunicar. De seguida afastou-se e fez um pequeno sinal para dentro da nave e a terceira figura saiu. Ao contrário das outras, esta estava vestida com aquilo que parecia ser um fato de sobrevivência espacial, semelhante aos utilizados quando tinha que ser fazer reparos no casco exterior das naves da Frota. Passando pelo meio das outras figuras, ela chegou-se à frente e levantou os braços, num gesto claro de que estava desarmado. O que aconteceu a seguir ficou para sempre marcado na história das 12 Colónias. Uma voz amplificada, com um sotaque extremamente estranho, fez-se ouvir no hangar vinda da terceira figura, que continuava com as mãos no ar: "- Sejam bem-vindos aos domínios da Terra. Os vossos irmãos saúdam-vos!" - Pelos Senhores de Kobol, a nossa viagem terminou...........- foi com estas palavras que Zara terminou a emissão da IFB, numa altura em que o operador largou a câmara e se agarrou a ela, beijando-a num momento de pura emoção. Os festejos espalharam-se da Galactica para as outras naves da Frota e, por momentos, as pessoas esqueceram tudo o que haviam perdido e o quanto lhes havia custado chegarem até ali. Tal como Zara havia dito, a viagem havia terminado e isso era o que interessava. Epílogo Segundo ( Três dias após o Primeiro Contacto ) Ao contrário do que a Marinha Terrestre pensava, a cintura de asteróides era até certo ponto navegável. Havia zonas onde se podia entrar e percorrer uma certa distância até surgir algum obstáculo inultrapassável. Era exactamente numa dessas zonas relativamente limpa de asteróides, mas rodeada por uma série deles, que se encontrava uma pequena frota de 30 naves. A maior parte delas eram cargueiros que já tinham visto melhores dias, havendo também algumas pequenas corvetas de ataque e duas fragatas de um modelo antigo. Todas as naves partilhavam uma espécie de origem comum, tendo sido roubadas ou de outra maneira "perdidas" em várias colónias. A maior parte estava coberta de remendos grosseiros, um sinal de reparações feitas longe de qualquer estaleiro oficial. Além disso, muitas delas estavam cobertas de módulos de armamentos que não faziam parte dos seus esquemas originais e que quebravam uma série de leis sobre o armamento que naves civis podiam ter. Das duas fragatas, havia uma delas que se destacava pois estava toda pintada de vermelho escuro, podendo-se ver ainda no seu casco o que restava do emblema da República Livre de Marte, sobre o qual alguém tinha pintado à pressa uma caveira com dois ossos cruzados atrás de si, o velho emblema dos piratas que outrora tinham navegado nos mares da Terra. A fragata tinha sido abordada quando se dirigia para os estaleiros da Colónia de Nova Amesterdão para sofrer melhoramentos. A sua tripulação era sobretudo composta por cadetes para os quais aquela era a primeira viagem e portanto pouca resistência ofereceram. É claro que aquela viagem acabou por se revelar a última para todos eles, pois assim que os piratas dominaram a nave, mandaram todos os seus tripulantes para o espaço, sem os fatos espaciais. Era nessa fragata que o líder deste bando de piratas tinha as suas acomodações. A sala principal de convívio tinha sido transformada numa luxuosa cabina para seu uso. Os tripulantes não se queixavam por terem ficado sem esse local, pois por um lado sabiam que com aquele Comandante era escusado protestar e, por outro lado, sempre que quisessem divertimentos podiam ir até ao cargueiro Xangai, onde estava instalado uma espécie de casino e onde estavam detidas a maior parte das prisioneiras femininas. O Comandante era um homem alto, com cerca de 50 anos de idade, de cabelo acizentado que usava comprido e amarrado num rabo-de-cavalo. A sua cara era de linhas suaves, encimada por dois olhos de um negro profundo, e com uma pequena pêra no queixo. O seu aspecto era tudo menos ameaçador, parecendo mais um empresário do que outra coisa. Encontrava-se reclinado na sua cadeira, atrás da secretária de madeira maciça que havia pertencido ao falecido Governador de ER-304, uma pequena colónia que eles haviam atacado e saqueado. De olhos fechados, apreciava a música que saía das colunas espalhadas pela cabina. "- A música clássica é a única coisa de jeito que a Terra alguma vez produziu ...."- pensava ele, enquanto a sua atenção vagueava pelas suas vastas recordações. Havia conhecido alguns compositores famosos e até os tinha ajudado nas suas carreiras, cobrando-lhes sempre um preço, é claro. No meio destas recordações, sentiu que estava a ser observado, sentiu a presença de alguém na cabina. Antes de abrir sequer os olhos, procurou no braço da cadeira o botão de alarme e pressionou-o, alertando a tripulação para aquele problema. - Isso não era necessário, velho amigo........- ouviu ele assim que deu o alarme. Abrindo os olhos viu no meio da cabina um homem de aspecto nobre, de cabelo acinzentado puxado para trás a partir da testa. A sua altivez era acentuada pelo facto de estar vestido de branco com um traje que possuía uma gola, debruada a dourado, que se levantava quase acima da sua cabeça. Na altura em que o Comandante dos piratas o reconheceu e ia a dizer o seu nome, a porta da cabina foi aberta de rompante e dois tripulantes entraram. O primeiro, armado com uma espingarda de flechettes, não hesitou e apontou-a para as costas do intruso, mas antes que pudesse fazer alguma coisa este virou-se com uma rapidez sobre-humana e com um rápido movimento de mãos arrancou-lhe a arma das mãos, atirando-a para um canto da sala e de seguida fazendo-lhe a mesma coisa. O segundo tripulante, não parecendo minimamente impressionado por ver o seu colega ser arremessado pelo ar como se de um boneco se tratasse, avançou para o intruso, tentando acertar-lhe com a coronha da sua pistola de flechettes. Com a mão esquerda, o desconhecido afastou a pistola e, num movimento extremamente rápido, agarrou-lhe a garganta com a mão direita. Com um simples pensamento, os dois homens elevaram-se do chão e o desconhecido empurrou o seu atacante de encontro à parede, num impacto que tirou todo o ar dos pulmões deste último. - Mostra-me a tua verdadeira cara!- ordenou o estranho, aumentando a pressão na garganta do pirata. Este último abriu muito os olhos, espantado por aquela ordem e ainda pensou em desobedecer, mas um aumento da pressão fez com que obedecesse. A sua cara pareceu liquefazer-se, com a pele a escorrer como cera, formando uma nova face à medida que os seus ossos também se modificavam. Quando a transformação terminou, o estranho estava perante uma cara que apenas podia ser chamada humana por causa da existência dos olhos e do nariz e mesmo estes estavam diferentes. Os ossos tinham crescido e tomado uma configuração diferente, dando um aspecto brutal à face e parecendo querer rebentar a pele que agora tinha uma tonalidade parecida com a do sangue. Mas a transformação mais marcante era o aparecimento de chifres na testa, dando ao pirata a aparência de um autêntico demónio. - Deixa-o em paz, Iblis.- disse de repente o Comandante dos piratas, ao sentir que o outro ia obrigar o seu tripulante a transformar-se completamente. - Se é esse o teu desejo.....- respondeu Iblis, largando o homem para o chão e aterrando suavemente em frente da secretária. O pirata sacudiu rapidamente a cabeça e a sua face voltou ao normal. O seu Comandante fez um rápido sinal com a cabeça e ele levantou-se e foi pegar no outro pirata, que continuava inconsciente, arrastando-o para a porta da cabina. Assim que esta se fechou, o Comandante voltou a sua atenção para Iblis. - Que vieste aqui fazer? - Nem sequer me perguntas como tenho passado?- retorquiu Iblis com um sorriso trocista. - Afinal de contas, já não nos vemos à quase dois séculos........ - Vai directo ao assunto, Iblis.....- rosnou o outro, perdendo a paciência e debruçando-se para a frente na sua cadeira.- Não estou com paciência para os teus jogos......... - No entanto tens paciência para ficar aqui escondido, à espera que as coisas acalmem para continuares os teus ataques............- disse Iblis, começando a passear pela cabina e parando para apreciar alguns dos quadros que adornavam as paredes metálicas. Todos eles eram obras provenientes de colónias saqueadas: - Tu, o Príncipe dos Príncipes, o Comandante dos Exércitos, reduzido a isto.........- continuou ele a dizer, apontando para o que o rodeava.- Onde está a tua antiga glória? Será que ainda há alguém que se lembre do teu nome? Com um suspiro de resignação, o Comandante teve que admitir que Iblis tinha razão. Ele próprio pensava nisso muitas vezes. - Os tempos mudam e as pessoas também.......- acabou por dizer, numa tentativa de se justificar.- A Terra já não é o que era......... - Mas há sempre lugar para nós....... - Há, mas não como antigamente, naquela altura em que as pessoas se aterrorizavam só ao ouvirem o meu nome. - Não gostavas de voltar a essa altura?- perguntou Iblis, fitando o seu interlocutor nos olhos.- E além disso, não gostavas de voltar a casa? Esta última frase fez com que o Comandante se endireitasse na sua cadeira. Há vários séculos que ele ansiava voltar a casa e abandonar aquela dimensão para a qual tinham sido trazidos por um engano. Já tinham tentado regressar uma vez mas essa experiência acabara num desastre total. - Estou a ver que sim.- disse o Conde, lendo a resposta na mente do seu interlocutor. Sabia que o seu velho amigo iria reagir assim pois ele próprio sentia essas saudades de casa. - Como te propões a fazer isso?- perguntou o Comandante, sentindo dentro de si um entusiasmo que já não sentia desde da altura em que tinha assistido à crucificação de um certo empecilho ao seu trabalho na Terra. É claro que no final havia "perdido" a guerra pela Terra, mas ao menos tinha passado uns séculos no mínimo...... divertidos. Iblis fazia os seus jogos com os Cylons e os seus inimigos humanos, enquanto que ele se tinha dedicado a atormentar os Terrestres. - As primeiras jogadas já foram feitas.........- respondeu Iblis, continuando depois a explicar o resto do seu plano. À medida que o tempo foi passando e ambos foram compartilhando os seus pensamentos, o Comandante dos piratas viu crescer a certeza de que, dentro em breve, deixaria de precisar de se esconder atrás desse título humano e que se iria apresentar de novo aos seus servos com um dos seus nomes mais conhecidos: Satã, o Príncipe das Trevas. Epílogo Terceiro ( Mês e meio após o Primeiro Contacto ) Com um sorriso no rosto, o Capitão Alberto Lopes, o Comandante da T.D.F. Lisbon abandonou o vaivém militar que o tinha trazido de Gibraltar até à Terra. Ele tinha passado um mês a ser interrogado pela altas patentes da Marinha Terrestre em relação ao seu papel no Primeiro Contacto com os outros humanos, agora conhecidos como os Coloniais. O interrogatório tinha sido extenso e só não se tinha prolongado porque alguém do Governo da Aliança tinha decido vir com o assunto a público e espalhar por todas as redes de comunicação a notícia do Primeiro Contacto. A Marinha tinha acabado por confirmar a notícia e prometer que iria dar mais pormenores em breve. A Frota Colonial estava, entretanto, a ser conduzida para um destino seguro. Quando finalmente lhe tinham concedido a licença, Lopes tinha suspirado de alívio pois a certa altura tinha-lhe passado pela cabeça que nunca mais iria sair da Base de Gibraltar. De facto, o seu interrogatório até nem tinha sido muito mau, até ao momento em que havia referido a falha na sua I.A. . A partir dessa altura, as perguntas tinham sido um pouco mais hostis e até tinha surgido uma nova equipa de oficiais superiores para o interrogar sobre o assunto. Certo dia, sem mais nem menos, os interrogatórios haviam terminado e tinham-lhe comunicado que iria ter uma licença de duas semanas para visitar a sua família na Terra. Ele ia aproveitar esse tempo ao máximo e era essa a ideia que o animava ao desembarcar no espaçoporto de Londres que servia todo o Sector Europeu da Terra Unida. Com uma viagem de 20 minutos no comboio-magnético que partia do espaçoporto estaria em casa, junto da sua mulher e das suas duas pequenas filhas. Ao pensar nestas últimas, lembrou-se que seria conveniente levar-lhes um presente e por isso parou num dos inúmeros bazares existentes ali. Escolheu dois peluches enormes e mandou-os embrulhar, pegando com alguma dificuldade neles após pagar. Na porta de entrada cruzou-se com um homem envergando um uniforme de piloto comercial, mas nem sequer lhe prestou atenção pois estava a ver se equilibrava os dois peluches e a sua mala. A última coisa que sentiu foi um toque frio no fundo da sua nuca quando o outro homem se virou e lhe encostou uma pistola de flechettes â cabeça e disparou. Com um zumbido eléctrico, cerca de 50 dardos de urânio empobrecido penetraram-lhe pela parte de trás da cabeça, destruindo tudo à sua frente e acabando por desfazer um dos ursos que o Capitão Lopes trazia nas mãos ao saírem pelo buraco sangrento que segundos antes era uma cara . Quando o corpo começava a cair, o assassino virou-se rapidamente e disparou contra o empregado que estava atrás do balcão a assistir estupefacto a tudo. Os dardos rebentaram completamente a cabeça do indivíduo e a parede atrás deste ficou macabramente decorada com bocados de massa cerebral, osso e outras matérias orgânicas. Quando o corpo do Capitão Lopes finalmente atingiu o chão, batendo contra a porta, o assassino estava já em movimento, saltando para trás do balcão e abrindo a porta aí existente que dava acesso a toda uma série de túneis de serviço do espaçoporto. Na altura em que um turista descobriu os corpos na loja, o assassino estava já a sair de um túnel que dava para uma das pistas secundárias e a encaminhar-se para um vaivém da Marinha que o esperava. Assim que entrou nele, a nave levantou voo, dirigindo-se para uma das estações espaciais em órbita da Terra. - Fim da 1ª História -