Nota: Isto é uma obra de ficção, escrita puramente por divertimento. Não existe intenção alguma de violar qualquer direito de autor. Não recebi qualquer dinheiro por esta obra. ---------------------------------------------------------------- Baseado em: Battlestar Galactica Criado por: Glen A. Larson História por: R.V. (possidonio24@hotmail.com) ---------------------------------------------------------------- "O Principio do Fim" - Parte 2 - CAPÍTULO 1 - Do diário de Apollo: Passou-se exactamente um yahren desde que entramos em contacto com os nossos irmãos perdidos. Chamo-lhes "irmãos perdidos" pois já está provado que eles são os descendentes da 13ª Tribo, embora não tenham nenhuma memória racial disso. Uma das maiores provas dessa descendência encontra-se na própria Terra, no meio de um deserto, local onde podemos encontrar um conjunto arquitectónico que é uma cópia exacta da principal cidade de Kobol. Quem construiu essas pirâmides na Terra quis, de certeza, deixar uma mensagem nítida a outros descendentes de Kobol. Infelizmente não podemos fazer uma investigação completa a essas ruínas pois toda aquela zona ( que antigamente era um país chamado Egipto ) está contaminada por radiação resultante de uma guerra que devastou toda essa região. Este último ponto é algo que me perturba profundamente e que apenas me atrevo a partilhar com Sheba e com este diário. Os Terrestres parecem estar constantemente envolvidos em guerras fratricidas! Eu passei vários sectons a analisar a história da Terra e fiquei chocado. Isto pode parecer um pouco irónico, especialmente dito por mim que sempre fui um Guerreiro, descendente de uma família de Guerreiros, mas é a simples verdade. Nunca nas histórias das Colónias nos surgiram homens como Hitler ou Estaline, ditadores responsáveis por milhões de mortes, ou como William Gates ou Qeu Cha, homens que foram eleitos pelos seus concidadãos e que acabaram por levar os seus países para a guerra por motivos fúteis. É claro que também houve homens desse calibre nas Colónias ( o primeiro exemplo que me vem à cabeça é do traidor Baltar ) e rivalidades entre estas últimas, mas sempre tentamos resolver tudo pacificamente. A resposta dos Terrestres para qualquer problema é a guerra. Isso aconteceu quando as colónias no seu sistema natal exigiram a independência e em muitas outras ocasiões. A violência é algo comum entre eles, como se pode ver ao assistir aos seus serviços informativos: os motins, os assaltos, os ataques terroristas e coisas do género são normais. É claro que a maior parte das pessoas da Frota não se apercebe disso. Todas estão contentes porque os nossos irmãos Terrestres nos deram um planeta para nos estabelecermos e estão a ajudar-nos a preparar uma defesa para quando os Cylons regressarem. Tenho a certeza que os Cylons não vão deixar de nos perseguir. Estou sempre à espera de ser informado que eles ultrapassaram a cintura de asteróides e invadiram o espaço terrestre. A Marinha Terrestre está em alerta constante e parece até ansiar esse confronto. As reuniões são constantes e ainda hoje vou ter uma, visto que ainda sou o Comandante da Frota Colonial. Digo que "ainda sou" porque assim que o meu pai foi operado e começou a sua recuperação, eu tive uma conversa com ele sobre o Comando da Frota e, para meu espanto, ele pós de lado a ideia de regressar a essas funções. Segundo ele a Galactica estava bem entregue a mim e o Concílio dos Doze estava igualmente bem entregue a Athena. "Esta na altura deste velho Guerreiro descansar....."- disse-me ele, acrescentando que a Frota já não precisava do seu Comando pois já tinha feito aquilo que tinha prometido e havia-os guiado até à Terra. Além do mais, a Marinha Terrestre tinha-lhe pedido ajuda para investigar uma série de artefactos de origem desconhecida que talvez fossem vestígios dos nossos antepassados. Perante a sua determinação eu não insisti mais e nem sequer partilhei com ele a minha desconfiança em relação a estes "irmãos perdidos". Talvez lhe conte quando ele regressar de Plutão....... COLÓNIA DE STORM, UNIÃO DAS NAÇÕES MARCIANAS Se havia dias em que tudo corria mal, este era um deles. Primeiro, uma das turbinas do hovercarro tinha-se avariado, fazendo com que Richard chegasse atrasado ao local onde era suposto estar. Agora, era o seu contacto que demorava a comunicar. Todo o plano deles estava dependente de um simples aviso que, pelos vistos, estava a ser difícil. Na altura em que Richard ponderava se devia ou não suspender a operação, o vídeo-fone instalado no tablier da sua viatura começou a tocar. Rapidamente ele ligou-o, tendo primeiro o cuidado de verificar se o descodificador da linha estava em funcionamento. No pequeno ecrã do aparelho, apareceu a cara do seu contacto, um homem com o cabelo escuro comprido, amarrado para trás num rabo de cavalo e uma barba negra cerrada. Por trás dele, via-se a azáfama de um pequeno bar que este tinha utilizado como local de vigia, durante a maior parte da operação. - O que aconteceu, Mark?- perguntou de imediato Richard, não lhe dando tempo sequer de emitir uma palavra.- Devias ter-me contactado à 10 minutos atrás. - A culpa não foi minha! Ele hoje saiu mais tarde.- murmurou Mark. Felizmente para ele, o aparelho de comunicações que estava a usar filtrava todo o barulho de fundo e permitia ao seu utilizador falar de uma maneira discreta. - Saiu mais tarde como? Já o seguimos há mais de1 mês e não houve um único dia em que ele não saísse a horas. - Sei lá o que é que aconteceu. Só sei que ele acabou de sair do prédio à momentos.- disse o outro, pondo um ar enervado. A missão deles ali estava a dar cabo dos nervos a todos os membros da equipa. - Tudo bem!- disse Richard, suspirando de frustração com toda aquela situação.- Temos de avançar já. O esquema de segurança é o mesmo? - Sim. Dois seguranças atrás dele, mais um à frente.- respondeu Mark, espreitando, através da montra do estabelecimento, para a rua em frente, no momento em que o alvo se misturava com o resto da multidão que a enchia. Acenando com a cabeça, Richard disse para o seu subordinado: - Ok, vamos avançar! - Entendido. Com estas palavras, Mark desligou o seu vídeo-fone portátil e levantou-se da mesa onde estava, deixando algumas notas e moedas para pagar a despesa que tinha feito. Ao chegar ao passeio, levantou a gola do seu casaco, numa vã tentativa de se abrigar da chuva e do vento que fustigavam aquela massa humana que por ali circulava. Misturando-se no meio dela, seguiu sem dificuldade o vulto maciço dos três guarda-costas do alvo. O mau tempo, que tinha dado à colónia o nome de Storm, tinha acabado de se tornar um factor secundário. A alguns quarteirões dali, Richard tinha desligado o seu vídeo-fone após mandar um sinal às outras unidades para iniciarem a primeira fase do plano. Da rua lateral em que estava, tinha uma visão sem limitações para a avenida principal da cidade. O campo electromagnético dos vidros da viatura afastava todas as gotas da chuva que aí caíam, não obstruindo essa vista. Sem tirar os olhos dos transeuntes, procurou o pequeno emissor que tinha no bolso superior do seu sobretudo e activou-o por duas vezes. Passados alguns segundos, recebeu outros dois sinais, logo seguidos por outros dois. Acabava de ser informado que os outros dois membros da sua equipa estavam nas suas posições. Pelo menos essa parte do plano estava a dar certa, pensou ele para si mesmo. Ele sabia que todos os planos deviam abranger as várias contingências que podiam surgir no decorrer de uma missão."- Esperem o inesperado!", dizia um dos seus instrutores militares na extinta base de Marte. Como que a fazer jus a esse aviso, Richard retirou a sua pistola de flechettes do coldre e, destravando-a, pousou-a no assento ao seu lado. De seguida voltou a sua atenção para a avenida, acabando por avistar o alvo a virar para a rua onde os seus homens lhe tinham preparado uma armadilha. Hugo Martinez era um homem feliz. A sua vida estava totalmente encaminhada para o sucesso. Tinha uma bela mulher que o amava ( ou que pelo menos lhe dava o amor que a sua verdadeira mulher nunca lhe tinha dado ) e um negócio que estava a dar um lucro enorme. O facto desse negócio ser extremamente ilegal e envolver o tráfico de armas e de pessoas entre colónias não o afectava minimamente. "- O dinheiro compra tudo!"- esta verdade da vida tinha-lhe sido revelada pelo pai e ao longo dos anos tinha-se provado correcta. Aos 18 anos, Hugo tinha pegado em todas as economias que tinha poupado e contratado dois homens para assassinar os seus pais e assim assumir o controle da empresa da família. Com o dinheiro que passara a ser só seu, tinha, numa primeira fase, contratado outros dois homens para matar e incriminar os outros assassinos e assim afastar todas as suspeitas sobre si. Depois, ele próprio tinha morto esses dois e esse assunto ficara por aí. Com a sua fortuna havia comprado três naves de passageiros e equipado duas delas com uma série de compartimentos secretos onde levar contrabando de toda a espécie. Aos 25 anos tinha já dez naves e a sua companhia estava implantada em cinco colónias. Aos 35 anos as naves eram já vinte e cinco e agora, aos 45 anos tinha cerca de quarenta naves e era dono de uma pequena colónia em expansão. "- E se tudo correr bem, ainda posso enriquecer mais........."- pensou ele, consultando de novo a informação que tinha armazenado no seu nanocomputador e que lhe tinha sido transmitida por um dos passageiros clandestinos que uma das suas naves havia transportado até um local seguro. Era tudo uma questão de aplicar uma pequena chantagem aqui e ali e ver o que resultava disso......... Martinez ia tão absorto a pensar nos lucros que poderia obter com tudo aquilo que nem reparou que o seu segurança havia parado mesmo à sua frente e embateu nele. No momento em que ia perguntar o que se passava, a parede do prédio do seu lado direito pareceu ganhar vida. O segurança chamava-se Jarod Lehto e, até à pouco mais de três anos atrás, havia sido um Fuzileiro da Marinha Terrestre, pertencendo às Forças de Reconhecimento. Infelizmente o seu gosto pela bebida e pelo uso de implantes cibernéticos ilegais não era compatível com a carreira militar e assim ele acabou por voltar a ser um civil. É claro que com as modificações que havia sofrido era difícil arranjar um emprego normal. Quem é que queria um empregado com cerca de dois metros, que pesava cento e vinte quilos, e cuja especialidade era matar seres humanos de várias maneiras? É claro que Hugo Martinez o tinha acolhido de braços abertos e, aos poucos, Jarod tinha-se tornado no seu chefe de segurança. Ele nunca gostara daquelas pequenas "escapadelas" semanais que o seu patrão dava, pois estavam numa zona estranha de uma colónia que não controlavam. Seria extremamente fácil para um rival de negócios montar uma armadilha....... Era por causa disso que Jarod Letho estava com todos os seus sentidos em alerta. Ele só iria sentir-se menos nervoso na altura em que entrassem para o hovercarro que os levaria para o espaçoporto. Apesar de estar atento não conseguiu evitar dar um salto quando ouviu uma voz vinda da sua direita: - Ei tu!! Ao ouvir estas palavras começou a girar nessa direcção, activando os seus implantes cibernéticos de combate e levando a mão à espingarda de assalto que trazia escondida debaixo da gabardina. A última coisa que viu foi a parede à sua frente mexer-se, destacando-se dela uma mão que segurava uma pistola de flechettes. Com um ruído mínimo a arma disparou e a cabeça de Jarod Letho explodiu. Quando o seu segurança caiu, Hugo Martinez viu surgir da parede uma forma humana. Era extremamente difícil perceber-se mais pormenores porque o indivíduo estava a utilizar algo que reflectia perfeitamente tudo aquilo que o rodeava. "- É um Camaleão!!!!", pensou ele de imediato. Há muitos anos que circulavam rumores sobre a existência de uma série de armaduras de combate equipadas com um sistema de camuflagem activo, sistema esse que tornava o seu utilizador praticamente invisível. Essas armaduras de combate estariam apenas a ser atribuídas a certas unidades de elite das Forças de Defesa Terrestres e, apesar das recompensas oferecidas, ainda ninguém ligado ao mundo do crime tinha conseguido arranjar uma delas. - Eles estão camuflados!!- berrou ele, virando-se para trás, mas a única resposta que teve foi o corpo de um dos seguranças a cair no pavimento enquanto que um segundo Camaleão se destacava das sombras da parede esquerda onde tinha estado escondido. O último segurança ainda conseguiu sacar da sua metralhadora antes de um tiro disparado por Mark lhe arrancar a cabeça dos ombros. Mark também não conseguia ver os seus dois companheiros de missão, mas a verdade é que os corpos dos dois seguranças mortos provavam que eles estavam ali. Além do mais, quando ele tinha abatido o terceiro segurança Hugo Martinez tinha parecido fraquejar das pernas e começado a ajoelhar-se, mas os outros dois homens tinham-no segurado e endireitado. "- Estas armaduras são mesmo boas........"- pensou ele para si mesmo ao aproximar-se do contrabandista que continuava a debater-se futilmente contra os seus captores invisíveis. Estava a menos de um metro de distância e ainda não conseguia distinguir nada mais do que uma forma humana e mesmo assim só o fazia quando o homem se mexia. - Eu pago o que for preciso para me deixarem fugir!!!!- começou Hugo a balbuciar assim que Mark parou à sua frente. - Eu tenho uma fortuna imensa!!!!!! Eu posso tornar-vos ricos!!!! O assassino olhou-o nos olhos, não se dignando a responder. Já tinha ouvido uma série de propostas iguais e nunca se sentira minimamente tentado por elas e também não era agora que ia começar. Levantando a arma que tinha na mão esquerda, apontou-a ao peito de Hugo Martinez e premiu o gatilho. O corpo do contrabandista estremeceu todo e este arregalou imenso os olhos, parecendo estar estupefacto por Mark não ter aceite a sua oferta. Os dois homens que seguravam Hugo, inclinaram o corpo deste para a frente de forma a que Mark pudesse ter acesso ao implante que o contrabandista tinha na base do cráneo. Tirando a tampa plástica que protegia e disfarçava o dito implante, o assassino inseriu ai um pequeno aparelho que tinha tirado do bolso da sua gabardina. Enquanto esperava que este terminasse o seu trabalho, Mark fitou o que restava das costas de Hugo. Os dardo metálicos disparados pela sua arma eram do tipo que deixavam pouco sinais ao entrar, mas ao sair faziam exactamente o contrário, desfazendo tudo o que encontravam pela frente. O pequeno sinal emitido pelo aparelho fez com que Mark desviasse a atenção do corpo. O aparelho era conhecido como um "aspirador de dados" e tinha como principal função recolher toda a informação contida num nanocomputador pessoal. Verificando que estava cheio, Mark desligou-o e meteu-o de novo no bolso. Com um sinal de cabeça, ordenou aos seus companheiros invisíveis para que largassem o corpo, coisa que eles fizeram prontamente. Acedendo ao seu nanocomputador, mandou um sinal a dizer que a missão tinha sido um sucesso e, após receber a confirmação de que a sua mensagem tinha sido recebida, encaminhou-se na direcção da avenida, enquanto que os outros dois homens seguiram na direcção contrária, permanecendo nas sombras. Após receber a mensagem de Mark, Richard tinha accionado a segunda parte da missão. O alvo era a ocupante de um pequeno apartamento existente na avenida principal. A mulher não tinha feito nada de especial, excepto ser a amante de Hugo Martinez e eles não podiam correr o risco de o contrabandista lhe ter contado algo. Era por causa disso que a mulher tinha de morrer. Dois grupo de dois homens tinham sido destacados para a abater. Equipados com os fatos de combate Mark XXI "Intruder", eles eram totalmente invisíveis, mas mesmo assim tinham feito a infiltração no prédio com o máximo de cuidado. A primeira equipa tinha entrado pela porta principal do prédio, que estava sempre aberta, numa altura em que ninguém estava a passar na rua, enquanto que a segunda equipa tinha subido pela escada de emergência das traseiras do prédio, estando agora posicionada junto da janela da cozinha do apartamento. "Ok, vamos avançar.....", ordenou o comandante da primeira equipa assim que recebeu a mensagem de Richard. O comandante da segunda equipa estava a fazer a mesma coisa no outro lado do prédio e os ajudantes de ambos colocaram de imediato cargas explosivas nos pontos de entrada. "Odeio esta parte......", pensou o ex-oficial do Exército da Aliança, quando o seu companheiro lhe fez sinal de que a carga colocada na porta do apartamento estava pronta a explodir. Os dois homens afastaram-se rapidamente da dita porta e passados alguns segundos esta explodiu para dentro do apartamento, levando com ela um pequeno armário que estava colocado à entrada do apartamento. O barulho da explosão tinha sido mínimo, devido ao tipo e quantidade de explosivos utilizados, mas o barulho que o móvel tinha feito ao cair certamente que ia alertar alguém. "A Equipa Dois já entrou", ouviu ele na sua mente, enquanto que entrava no apartamento, saltando por cima do móvel caído e virando-se para a esquerda. "A Equipa Um também", subvocalizou ele, sentindo o seu companheiro a ultrapassá-lo e a colocar-se ao seu lado direito. Os seus sensores detectaram a segunda equipa a avançar vinda da direcção da cozinha e a colocar-se no lado direito da porta que dava acesso ao quarto principal. Tal como estava planeado, ele avançou na direcção da porta e abriu-a de rompante. A segunda equipa avançou pelo seu lado direito e abriu fogo com as espingardas de flechettes, percorrendo todo o quarto com as rajadas. O seu companheiro avançou pelo lado esquerdo e fez a mesma coisa. Os tiros dos homens concentraram-se momentaneamente na forma que se via na cama. Foi nessa altura que o homem se apercebeu de que algo estava errado. Não havia nenhuma fonte de calor na cama! "Ela não está aqui!!!", berrou ele para a mente dos outros soldados, "Cessar fogo!" Os outros obedeceram rapidamente e o comandante da segunda equipa murmurou mentalmente: "Nós estamos a vigiar o apartamento desde que o homem saiu......" "Vocês viram a casa-de-banho?" "Sim, estava vazia....." Foi nessa altura que o comandante da primeira equipa sentiu que estava a ser observado e olhou para o tecto do quarto. O que viu deixou-o de boca aberta. Havia uma fonte de calor no tecto. Com um comando mental, ordenou à sua armadura que mudasse para a visão de intensificação nocturna. O quarto ficou banhado numa claridade de cor verde, à medida que os seus sensores visuais começaram a aproveitar toda a luz que entrava por uma das janelas. Foi assim que viu claramente a mulher que estava no tecto, de braços abertos como que crucificada. Na altura em que ia dar o alarme, viu-a virar a cabeça na sua direcção e, logo de seguida, saltar. O comandante da segunda equipa de assalto ia começar a perguntar o que se passava, quando se apercebeu de uma forma humana a cair do tecto directamente em cima do outro comandante. Com um estrondo, os dois caíram para trás, para o meio do corredor. Girando nessa direcção viu nitidamente o contorno de uma mulher, embora não pudesse ver a forma do outro soldado porque a armadura deste bloqueava completamente qualquer emissão de calor Erguendo a sua espingarda, avançou na direcção da mulher com a intenção de lhe dar com a coronha e de a afastar do outro homem. Na altura em que começou a baixar a coronha na direcção da mulher, esta virou-se para trás e com um rápido movimento de mão afastou a espingarda com tal força que o fez desequilibrar e cair ao chão. Ao tocar no chão girou sobre o seu ombro direito e sobre si mesmo e com uma pequena cambalhota ficou de novo em pé e virado novamente na direcção da mulher. Esta última levantou os dois punhos sobre a cabeça e de seguida deixou-os cair na direcção do homem que devia estar por debaixo dela. Ouviu-se o barulho de carne a bater em metal e o homem atingido deixou escapar um grito de dor. A mulher voltou a levantar as mãos repetir a manobra, com os mesmos resultados. Nessa altura, um dos soldados que ainda estava no quarto pontapeou com toda a força as costas da mulher, desalojando-a de cima do homem e projectando-a de encontro a uma parede. - Vou ligar as luzes!!- disse em voz alta o soldado que ainda estava no quarto e assim fez, accionado o interruptor que existia na parede deste. O corredor ficou imediatamente mergulhado em luz e todos puderam ver a mulher com toda a nitidez. Ela era alta e utilizava seu longo cabelo louro amarrado num rabo de cavalo que lhe caia pelas costas abaixo. Estava vestida com uma espécie de toga branca que pouco conseguia esconder o belo corpo que existia por baixo. - Morre cabra!!!!- berrou o homem que ela tinha atacado, empunhado a sua espingarda com a mão direita e disparando. A rajada de flechettes apanhou a mulher em cheio à altura da cintura e praticamente cortou-a a meio. Sem uma palavra a mulher caiu ao chão, deixando um rasto de sangue na parede atrás de si. O comandante da segunda equipa encaminhou-se para a forma do outro comandante e, desligando o sistema de camuflagem, estendeu a mão ao outro homem para o ajudar a levantar. Este agarrou a mão que lhe era oferecida e levantou-se pesadamente. Por incrível que parecesse a mulher tinha causado estragos à sua armadura e esta estava sempre a variar entre o modo visível e o invisível. - Vamos embora daqui.......- arfejou ele assim que se levantou. Uma dor forte marcava os locais onde a mulher lhe tinha acertado. Levando as mãos à placa peitoral da armadura notou que esta estava amassada, o que era muito esquisito pois aquelas armaduras supostamente eram capazes de parar todo o tipo de projécteis, excepto os de armas pesadas. - A tua armadura devia estar defeituosa........- murmurou o comandante da segunda equipa, vendo as ditas amassadelas: - Ainda bem que descobriste isto agora e não numa missão a sério...... - Eu não sou uma missão a sério???- ouviram eles uma voz feminina a dizer. Estupefactos, os dois homens olharam na direcção do corpo da mulher. Esta estava a levantar-se, tapando com a mão a enorme ferida que adornava a sua barriga e que manchava a sua toga de vermelho. Se os dois homens estavam espantados demais para reagir, o soldado da segunda equipa não estava e soltou uma rajada da sua espingarda na direcção da cabeça da mulher. Os flechettes acertaram de raspão nela, arrancando-lhe a parte esquerda da testa e do cabelo e manchado novamente a parede de sangue. A mulher cambaleou para trás mas endireitou-se rapidamente e, numa assombrosa aceleração, aproximou-se do soldado que tinha disparado e, apesar deste estar invisível, arrancou-lhe a espingarda das mãos. O comandante da segunda equipe rodou sobre si mesmo para a esquerda e disparou uma rajada para a mulher que se encontrava a pouco menos de um metro de si. Os tiros praticamente desfizeram os braços da mulher e fizeram explodir a espingarda que ela tinha nas mãos. Apesar das horrendas feridas, a mulher esticou os braços e agarrou o soldado que agora estava desarmado e atirou-o na direcção do seu comandante, caindo os dois com o impacto. O comandante da primeira equipe levantou a sua arma para disparar mas antes que o pudesse fazer, a mulher atingiu-o em cheio com um soco na placa peitoral da armadura. O homem arfou de dor ao mesmo tempo que os sistemas da armadura o informavam de que esta tinha sofrido uma brecha. "Isto não pode ser verdade......nem que ela tenha implantes cibernéticos......."- pensou ele, levando a mão à zona atingida. A força necessária para fazer aquele tipo de estragos era sobre-humana...... Antes que pudesse pensar em mais alguma coisa, sentiu a sua espingarda ser-lhe arrancada das mãos. Levantando a cabeça, viu a mulher a segurar nela, apontando-a directamente ao seu peito. - Com que então sou uma cabra.......- disse ela, esboçando um sorriso e espetando o cano da espingarda no buraco da armadura e continuando a fazer força até ao momento em que a espingarda saiu pelas costas do homem e espetou-se na parede. - Meu Deus!!!!- berrou o soldado da primeira equipa ao ver o seu comandante praticamente empalado na parede. Sem pensar duas vezes abriu fogo contra a mulher, que estava de costas para ele, e os seus tiros fizeram com que ela caísse para a frente. - Isto começa a tornar-se repetitivo......- berrou ela, com uma voz cheia de dor. O soldado estava paralisado de medo e continuou com o dedo no gatilho, acabando por disparar o carregador inteiro nas costas da mulher. O comandante da segunda equipa, que já se tinha levantado, juntou-se a ele e também descarregou o seu carregador contra a forma agora inerte da mulher. - Basta!!- acabou ele por berrar, na altura em a mulher já não parecia nada mais do que um pedaço de carne ensanguentado. A própria túnica já não passava de pequenos pedaços de pano que outrora já haviam sido brancos. - Temos que sair daqui.......- berrou o soldado da segunda equipa, passando por cima dos corpos na direcção da cozinha e da janela que dava para a escada da emergência. Na altura em que passava por cima do corpo da mulher esta virou-se de barriga para o ar e levantou-se, pegando no soldado, por debaixo dos braços, com a maior das facilidades. - Com que então queres sair........- Com estas palavras atirou-o pelo ar ao longo do corredor e ele foi a voar a toda a velocidade pela janela da cozinha fora. - Merda!!!- foi a única coisa que o comandante disse, enquanto inseria mais um carregador na sua espingarda e via a mulher a encaminhar-se na sua direcção. O soldado nem sequer tentou fazer isso e pura e simplesmente tomou impulso e atirou-se contra a janela do quarto, esperando que a sua armadura aguentasse uma queda de um quarto andar. - Pelos vistos somos só nós dois.........- disse a mulher, olhando para o comandante, que tinha acabado de carregar a arma. "Isto é um pesadelo........Tem de ser um pesadelo....."- pensou ele, levantando a espingarda na direcção dela, enquanto que a os servomotores da sua armadura tentavam compensar os tremores os percorriam e manter a mira em cheio na cara da mulher. - Não fazes a mínima ideia do que é um pesadelo......- disse ela, lendo os seus pensamentos e avançando para ele com uma rapidez extraordinária: - Deixa-me mostrar-te o que é um pesadelo....... Perante o ataque, o nanocomputador do comandante carregou uma série de programas de combate e acelerou os reflexos dele, enchendo-o com uma dose de adrenalina artificial e tomando conta dos seus centros motores. Empunhando a arma com as duas mãos, o comandante foi deflectindo os vários golpes que a mulher lançava na sua direcção. Os programas estavam a ter uma dificuldade imensa em acompanhar a velocidade da mulher e a força desta. Ao mesmo tempo, o homem estava a ficar cada vez mais cansado e, aos poucos, começou a recuar. Com um estrondo, a espingarda acabou por explodir nas suas mãos, sucumbindo aos sucessivos golpes. Apesar das luvas da armadura lhe terem dado alguma protecção, uma onda de dor atingiu-o, até à altura em que o nanocomputador obrigou o cérebro a "desligar" essa mesma dor. Apesar de todos os programas de defesa pessoal continuarem a funcionar e o comandante estar a deflectir a maior parte dos golpes com um série de contragolpes, a verdade é que a mulher começou a atingi-lo em cheio na armadura. Passados alguns segundos daquele "tratamento", os sistemas internos da armadura começaram a diagnosticar uma série de falhas e de perdas de integridade. À medida que isto ia acontecendo a mulher ia sorrindo cada vez mais, como que se soubesse que aquela batalha já estava ganha. Mergulhado em dor, o comandante apercebeu-se de que tudo estava perdido e, na altura em um dos socos da mulher praticamente lhe arrancou o capacete da cabeça, accionou a sua última arma....... Richard sabia que algo tinha corrido mal. As duas equipas já deviam ter comunicado, pois a missão de que estavam encarregues era simples. Baixando-se um pouco no seu assento, espreitou através do vidro do hovercarro na direcção do prédio onde vivia o alvo, tentando distinguir alguma coisa no meio da intensa chuva que tinha recomeçado a cair. Foi nessa altura que essa parte do prédio explodiu violentamente, numa explosão de luz que iluminou todas as redondezas. Na altura em que o som da explosão chegou até Richard, uma chuva de destroços começou a cair nas ruas enquanto que um violento incêndio deflagrou no que restava do último andar do prédio. O trânsito que passava na avenida em frente do prédio parou e uma série de transeuntes começou a apinhar-se junto da entrada do edifício, olhando para cima. "- Está na altura de me ir embora......"- pensou Richard de imediato. Um dos dois comandantes tinha utilizado o dispositivo de autodestruição da armadura. Isso era um sinal claro de que a missão tinha falhado e ele tinha de sair dali rapidamente antes que as autoridades da colónia chegassem e que aquela zona ficasse cheia de jornalistas. Passando o indicador direito sobre o sensor que existia ao lado do volante, ligou o hovercarro e meteu a marcha-atrás, para sair pelas traseiras do beco onde estava. Ao virar a cabeça para trás de forma a manobrar, pressentiu movimento à sua frente. Tirando os pés dos pedais, virou-se lentamente nessa direcção, tendo o cuidado de deixar as mãos no volante. A figura avançou, tendo no entanto o cuidado de se manter nas sombras do beco. Richard deu uma ordem mental ao seu nanocomputador e este entrou em contacto com o computador do veículo e os faróis deste último ligaram-se. A figura foi atingida em cheio pelos dos focos de luz e Richard, apesar de não se considerar alguém facilmente impressionável, engoliu em seco e sentiu um suor frio a invadir-lhe o corpo perante o que estava a ver. O que tinha pela frente era um autêntico monstro, um monte de pele queimada que cobria parcialmente um esqueleto, esqueleto esse que avançava com determinação na sua direcção. Sem hesitação, ele voltou a pressionar os pedais do hovercarro e este retomou a sua marcha. Perante isto, a criatura cadavérica começou a correr e, com um poderoso salto, encurtou a distância e caiu em cima do capot do veículo. Levantando uma das suas mãos, a criatura mandou um soco no pára-brisas e este estilhaçou-se, enchendo Richard com uma chuva de fragmentos de vidro. Agarrando uma das bordas da abertura no pára-brisas, a criatura começou a arrastar-se até estar com a cara mesmo junto dele. Um cheiro a carne queimada encheu o interior do hovercarro e Richard encolheu-se no banco. Pela primeira vez na sua vida estava cheio de medo, mas mesmo assim conseguiu arranjar coragem para olhar de frente a criatura. Foi nessa altura que ela falou: - Porque é que me mandaram matar?- perguntou ela, com uma voz que era perfeitamente nítida apesar de estar a sair de dois lábios que não eram mais do que pedaços de carne queimada e de uma garganta que não existia. Richard apercebeu-se de todos esses detalhes e até do facto de que, apesar daquela cabeça ser pouco mais do que uma caveira, a criatura tinha uns olhos azuis perfeitamente normais. Esse pormenor e a pergunta apontavam para que ele tivesse à sua frente Lilith, a amante de Hugo Martinez. - Foi apenas um trabalho.......não é nada de pessoal.- acabou por dizer numa voz hesitante, pondo de lado todas as questões de como é que ela podia estar ali, naquele estado, a falar com ele. Quase que automaticamente, a sua mão direita dirigiu-se para a pistola de flechettes que tinha no banco ao seu lado. Assim que os seus dedos encontraram a coronha da arma, ele accionou o seus sistemas de combate e, num movimento quase impossível de ser acompanhado pela vista humana normal, empunhou-a na direcção da face que espreitava pelo pára-brisas. Por momentos ele viu surgir um olhar de reconhecimento naqueles olhos azuis e a mão que agarrava o pára-brisas começou a movimentar-se para o interior do carro, mas antes que isso acontecesse, Richard abriu fogo, apontando em cheio para a cara. Uma névoa vermelha espalhou-se pelo pára-brisas quando os flechettes rebentaram o crânio de Lilith. Mesmo assim Richard manteve o dedo no gatilho, despejando todo o carregador na mulher, arrancando-lhe praticamente a cabeça dos ombros. Quando finalmente o corpo deslizou pelo capot, deixando um rasto de sangue atrás de si, ele acelerou ainda mais, tentando sair o mais depressa possível daquele beco. Ele tinha que arranjar outro hovercarro depressa, pois aquele estava comprometido e era um verdadeiro "isco" para a polícia. Assim que pusesse alguma distância entre ele e aquele beco, teria que roubar um veículo que o levasse até ao espaçoporto. Só na altura em que entrasse no vaivém que o levaria até casa é que se sentiria seguro. Seria também nessa altura em que começaria a pensar no que iria escrever no relatório de missão, pois os seus chefes de certeza que não iriam acreditar naquela história! Quando o hovercarro saia do beco, ele atreveu-se a lançar um último olhar na direcção do corpo. Aquela distância os faróis já não iluminavam grande coisa, mas por momentos ele teve a sensação de que o corpo se estava a tentar levantar. - Também não vou ficar à espera para ver.........- murmurou ele entredentes, engrenando o veículo em primeira e arrancando dali a grande velocidade, misturando-se com o resto do tráfego. EM ÓRBITA DA COLÓNIA DE EDEN Apollo lançou um último olhar ao planeta verde sobre o qual a Galactica orbitava e que era agora o local onde viviam os últimos sobreviventes das Doze Colónias. Com um suspiro de resignação, desligou o monitor onde surgia essa imagem e voltou a sua atenção para a actividade que se passava na Ponte de Comando. - Não estejas preocupado, Apollo.- disse o Coronel Tigh, aproximando-se dele. - Os Terrestres tomam conta do planeta até regressarmos..... - Mesmo assim.....não gosto de abandonar Eden desta maneira.- retorquiu o Comandante, virando-se para o amigo de longa data do seu pai. - Apollo, os Terrestres têm uma Frota a um salto de distância daqui.....- disse o outro, enquanto ligava um dos monitores e chamava um mapa táctico daquela região do espaço.- Só à volta de Eden, existem vinte e cinco plataformas de defesa orbital e em volta de Calisto outras tantas. Além do mais, todas as Esquadrilhas baseadas no planeta estão em alerta....... - Se os Cylons atacarem, será que isso é suficiente? Tigh decidiu não responder pois sabia que essa pergunta era uma armadilha. As Doze Colónias também se tinham gabado dos seus sistemas de defesa, mas a verdade é que estes de pouco lhes haviam valido aquando do ataque Cylon. - Tens razão, Apollo.....- acabou ele por assentir.- Mas também só iremos estar ausentes dois sentons... - E, ainda para mais, temos que abandonar Eden por causa de uma maldita reunião de trabalho.....- resmungou o Comandante, mostrando o que realmente o estava a perturbar. Esta última frase fez surgir um sorriso nos lábios do Coronel Tigh. Ele tinha convivido inúmeros yahrens com o Comandante Adama e sabia que este, tal como o seu filho, também odiava tudo aquilo que o afastava dos seus deveres de Guerreiro. - Comandante, o vaivém da Presidente Athena acaba de aterrar.- informou o Oficial de Voo Omega do seu posto. - Finalmente....- murmurou Apollo, tendo o cuidado de ver se Tigh não o ouvia. - Informem a escolta de que estamos prontos para partir..... - Sim, senhor.- retorquiu Omega, seleccionando a frequência da Marinha Terrestre e passando a informação às duas fragatas que os iriam acompanhar naquela viagem. Passados cerca de dois centons, a Estrela-de-Batalha começou a afastar-se do planeta e a dirigir-se para Calisto, a lua deste. Aos poucos começaram a surgir nas janelas da Ponte de Comando as luzes dos estaleiros construídos numa órbita geoestacionária em torno da lua. No centro do maior dos estaleiros estava o esqueleto daquela que seria uma das primeiras Estrelas-de-Batalha da nova Frota Colonial. À medida que a Galactica se foi aproximando dos estaleiros, um estranho silêncio foi-se apoderando da Ponte de Comando. Todos os olhares se viraram para a Estrela-de-Batalha que estava a ser construída. Ela estava rodeada por uma imensa multidão de pontos de luz, cada um deles representando um homem ou um robot de construção industrial que trabalhavam na nave. - Que nome é que lhe estão a pensar dar?- perguntou Tigh, enquanto que a Galactica continuava a sua marcha, passando a alguns metrics do estaleiro. - Acho que se vai chamar Kobol.....- respondeu Apollo, continuando a olhar para a nova Estrela-de-Batalha, que ia ficando cada vez mais pequena à medida que a sua nave se afastava de Calisto. - É um bom nome.....- assentiu o Coronel, virando depois a atenção para a seu computador pessoal.- Segundo os meus cálculos, devemos estar a chegar à zona de salto..... Assim que ele acabou de pronunciar estas palavras, fez-se ouvir a voz de um dos Comandantes da Marinha Terrestre a anunciar exactamente esse facto. As três naves começaram a manobrar até atingirem a distância de segurança entre elas e de seguida saltaram, efectuando o primeiro dos três saltos que os levariam até ao Sistema Solar. De facto, tinha sido exactamente para efectuar esse tipo de longas viagens que a Marinha Terrestre tinha insistido em integrar um dos seus sistemas de propulsão na Galactica. Em compensação, os cientistas coloniais estavam a equipar as naves da Marinha com a propulsão hiper-luz. A reunião para qual Apollo e Athena se estavam a dirigir tinha como principal objectivo discutir uma maior troca de conhecimentos entre as Doze Colónias e a Terra, especialmente no que dizia respeito ao campo militar. O problema é que para além dos representantes da Terra iriam estar também presentes uma série de representantes das colónias que tinham abandonado a Aliança Terrestre e que também queriam o seu quinhão da tecnologia das Doze Colónias. Era por isso que a reunião se iria fazer em território neutro, de forma a que nenhuma das partes de sentisse em desvantagem. Para Apollo, todas estas invejas e separações entre os Terrestres eram mais um sinal do quanto eles se haviam afastado das raízes comuns que partilhavam com as Doze Colónias. Só esperava que a reunião não acabasse aos gritos, como tinha acontecido nas duas últimas.... - Continua -